Golpista se passa por YouTuber de ciclismo e aplica fraude milionária nos EUA, valores superam os US$ 50 mil, assista o vídeo
Um esquema sofisticado de fraude chamou a atenção da indústria do ciclismo após um golpista se fazer passar por Seth, conhecido criador do canal Seth’s Bike Hacks, para enganar dezenas de empresas.
Usando a falsa promessa de avaliações no YouTube, o impostor convenceu marcas a enviarem bicicletas elétricas de alto valor para uma casa em Greensboro, na Carolina do Norte, EUA. Segundo estimativas, o prejuízo total do golpe ultrapassa US$ 50 mil.

Impostor criou um “sósia digital” de Seth
A história veio a público pelo próprio Seth, que detalhou o caso em um vídeo publicado em seu canal. De acordo com o YouTuber, o criminoso utilizou e-mails falsificados, números de telefone virtuais e até dados analíticos manipulados para dar aparência de legitimidade às negociações.
O que mais chamou a atenção foi o nível de imitação: o golpista reproduziu com precisão o tom de voz, o estilo de comunicação e até os interesses pessoais de Seth, agindo como um verdadeiro fã de longa data empenhado em se tornar uma cópia digital do criador de conteúdo.

Impostor pode ter entrado em contato com 100 empresas
Dan Sapp, colaborador de Seth e peça central na investigação, revelou que o impostor entrou em contato com 20 a 25 marcas, mas há indícios de que o número real possa ultrapassar a marca de 100 empresas abordadas.
“Com base no número de bicicletas recuperadas e nas empresas envolvidas, fica claro que este foi um esquema muito extenso”, afirmou Sapp.

Bicicletas foram recuperadas e caminhão precisou ser alugado para recuperar carga
A fraude começou a ruir quando algumas empresas perceberam inconsistências nas solicitações e decidiram procurar diretamente pessoas ligadas ao YouTuber. A partir disso, uma investigação foi iniciada, com rastreamento de endereços.
A polícia acabou intervindo na Carolina do Norte, onde encontrou um verdadeiro estoque de bicicletas elétricas, muitas ainda embaladas. O local lembrava uma pequena operação clandestina de distribuição, escondida dentro de uma garagem.

Com o avanço das apurações, o caso passou a ser acompanhado pelo FBI, que ajudou na identificação do suspeito e na recuperação das bicicletas roubadas. O volume de equipamentos era tão grande que foi necessário alugar um caminhão de carga para remover todos os itens do local.