Giro d’Italia 2026: Prévia da 4ª etapa, subida decisiva e os fortes ventos prometem dificuldade aos sprinters
Após a primeira pausa da competição nesta segunda-feira, o Giro d’Italia 2026 retoma sua programação na terça-feira, 12 de maio, com uma etapa curta, porém prometendo muita ação no sul da Itália.
O percurso da 4ª etapa atravessa a região da Calábria em mais um grande desafio aos velocistas que almejam disputar a vitória em Cosenza.

Percurso curto, mas com subida decisiva
A jornada terá início em Catanzaro e terminará em Cosenza, totalizando apenas 138 km. Apesar da distância reduzida, os ciclistas enfrentarão cerca de 1.800 metros de altimetria acumulada.

Cozzo Tunno promete dificuldade aos sprinters
Os primeiros quilômetros serão predominantemente planos, no entanto, após 80 km de prova, surge o principal obstáculo do dia: a subida para Cozzo Tunno.
A ascensão se estende por cerca de 15 km e leva os corredores a uma altitude superior a 900 metros. Embora as inclinações sejam, em geral, regulares, a média de 5,9% e rampas de até 11% podem ser suficientes para eliminar alguns dos sprinters mais puros.

Final técnico e levemente ascendente
Depois de alcançar o topo, os ciclistas ainda terão 43 km pela frente, com a base da montanha situada a 22 km do final. Mesmo assim, a etapa não termina com um sprint totalmente convencional.
Os 3 km finais apresentam trechos sinuosos e uma subida gradual. Os últimos 450 m possuem inclinação média de 3,7%, favorecendo velocistas mais resistentes.

Favoritos para a vitória na 4ª etapa
Além da altimetria, os tradicionais fortes ventos no sul da Itália serão um fator importante e uma fragmentação do pelotão não está descartada. Nesse cenário, ganham destaque os ciclistas capazes de suportar o vento lateral, superar a subida e ainda manter velocidade suficiente para disputar o sprint.
Entre os nomes mais cotados para a vitória estão Paul Magnier (Soudal Quick-Step), Jonathan Milan (Lidl-Trek), Kaden Groves (Alpecin-Premier Tech), Tobias Lund Andresen (Decathlon CMA CGM) e Ethan Vernon (NSN).

Outros ciclistas que também reúnem características para este tipo de etapa são Madis Mikhels (EF Education), Erlend Blikra (Uno-X), Ben Turner (Netcompany INEOS) e Giovanni Lonardi (Polti VisitMalta).
A XDS Astana ainda pode apostar em Matteo Malucelli ou no atual dono da Maglia Rosa, Guillermo Thomas Silva.

Velocistas beneficiados por um ritmo mais controlado
Se o vento não tiver grande influência e a subida for percorrida em ritmo menos intenso, outros sprinters tradicionais também poderão entrar na disputa.
Nesse contexto, Dylan Groenewegen (Unibet Rose Rockets), Pascal Ackermann (Jayco AlUla) e Paul Penhoët (Groupama-FDJ United) terão maiores chances de permanecer no grupo principal até a chegada.

Já corredores como Corbin Strong (NSN) e Orluis Aular (Movistar) tendem a ser favorecidos por uma corrida mais seletiva, graças à sua capacidade de suportar percursos difíceis e manter explosão no sprint final.