Tour de Suisse 2026: Prévia da 3ª etapa, sprinters terão sua oportunidade após 2 montanhas nesta sexta-feira
A 3ª etapa do Tour de Suisse 2026, nesta sexta-feira terá largada e chegada em Bad Ragaz, totalizando 157,4 km e 2.700 metros de altimetria. Embora os números indiquem um percurso exigente, o desenho da etapa favorece um cenário bastante diferente daquele normalmente esperado em jornadas montanhosas.
Apesar das dificuldades concentradas na primeira metade do trajeto, a longa sequência de estradas favoráveis até a linha de chegada, faz desta, uma das melhores oportunidades para um sprint massivo, nesta edição da corrida.

Subidas decisivas na primeira metade
Os primeiros quilômetros serão relativamente tranquilos, mas a etapa ganha intensidade após os 28 km iniciais. Nesse momento, os ciclistas enfrentarão a subida de Wildhaus, classificada como de 1ª categoria. A ascensão possui 8,9 km de extensão com inclinação média de 6,8%, chegando a rampas máximas de 9,1%.

Após uma curta descida, o percurso apresenta uma pequena subida não categorizada de 1,4 quilômetro com média de 8,7%, que servirá como preparação para a segunda grande dificuldade do dia.
Na sequência surge a escalada de Schwägalp, uma subida curta, mas bastante explosiva, com 4,1 quilômetros a 8,3% de inclinação média e trechos que alcançam impressionantes 13%.

Longo trecho tranquilo até a chegada
Depois de superar as principais montanhas da etapa, os ciclistas encontrarão apenas um pequeno setor ondulado antes de iniciarem uma longa descida.
A partir daí, o percurso torna-se muito mais amigável, com 58 km praticamente planos até a chegada em Bad Ragaz, onde as equipes terão tempo para reorganizar suas equipes para o sprint final, onde uma leve ascensão aguardará os ciclistas.

Favoritos à vitória
O Tour de Suisse não conta com muitos velocistas puros no pelotão. Por isso, Kaden Groves e Mathieu van der Poel (Alpecin-Premier Tech) surgem como os principais candidatos à vitória.
O australiano já venceu etapas nos 3 Grand Tours e ainda conta com um trunfo importante: o apoio de Mathieu van der Poel, considerado por muitos o melhor lançador do ciclismo atual. Além disso, o holandês pode buscar o triunfo pessoal.

Oportunidade para novos vencedores
A ausência de um grande número de especialistas em sprint abre espaço para outros sprinters sonharem coma vitória. Casper van Uden (Picnic PostNL) ainda não conseguiu repetir o excelente desempenho apresentado no Giro d’Italia de 2025, mas a corrida suíça pode representar a oportunidade ideal para recuperar a melhor forma.
Outro nome de destaque é Matthew Brennan (Visma-Lease a Bike), que certamente estará motivado para buscar um triunfo.

Experiência e boa forma podem fazer a diferença
Alberto Dainese (Soudal Quick-Step) ainda busca sua primeira vitória com a nova equipe e vê no Tour de Suisse uma excelente chance para alcançar esse objetivo.
Já Corbin Strong (NSN) chega embalado por boas atuações e pela vitória conquistada recentemente no Circuito Franco-Belga. Embora uma chegada totalmente plana possa reduzir ligeiramente suas possibilidades, o neozelandês continua sendo um forte candidato ao triunfo.

O mesmo cenário se aplica a ciclistas como Orluis Aular (Movistar Team), Pau Miquel (Bahrain Victorious), Jhonatan Narváez (UAE Emirates) e Axel Laurance (Netcompany INEOS), que possuem velocidade suficiente para aproveitar uma oportunidade em um grupo reduzido.

Equipes com múltiplas opções
A EF Education-EasyPost conta com duas cartas importantes para as chegadas rápidas: Marijn van den Berg e Luke Lamperti. A equipe norte-americana espera que ambos possam aproveitar as oportunidades que surgirem ao longo da prova.

Na Jayco AlUla, as expectativas recaem sobre Michael Matthews, que tenta retomar sua competitividade nos sprints após sofrer uma forte queda durante um treinamento.
