Tadej Pogacar fala sobre participar da Vuelta a España após vencer o Tour “em 2 semanas posso estar pronto”
Após conquistar neste domingo o seu quinto título do Tour de France, Tadej Pogacar (UAE Emirates) participou da tradicional entrevista coletiva na sala de imprensa localizada próxima à Champs-Élysées, em Paris.
O esloveno falou sobre o significado da vitória, revelou seus planos para as próximas semanas, elogiou Mathieu Van der Poel e admitiu que ainda não decidiu se disputará a Vuelta a España, que começa no próximo dia 22 de agosto.

“Quero ir para casa e saborear o que aconteceu”
Ao ser questionado sobre a emoção de igualar a marca de cinco vitórias no Tour de France, antes alcançada apenas por Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Miguel Indurain, Pogacar preferiu valorizar o momento antes de pensar em seu lugar na história.
“Estou muito feliz e muito orgulhoso. É uma sensação incrível cruzar a linha de chegada nos Champs-Élysées vestindo a camisa amarela. Cada uma das minhas 5 vitórias teve um significado diferente. Mas agora, não quero pensar em história; só quero ir para casa, relaxar e saborear tudo o que acabou de acontecer.”

“Espero poder assistir à Urska no Tour de France Feminino“
O campeão também detalhou como será sua agenda após o encerramento da competição, que inclui compromissos esportivos, atividades beneficentes e momentos ao lado da família.
“Estou voltando para casa e tenho algumas coisas para fazer. Na sexta-feira, vou competir em um Criterium na Eslovênia com alguns convidados especiais do Tour, sou grato por eles virem, e no domingo temos o Pogi Challenge com famílias, crianças e fãs”.
“Será um ótimo fim de semana. Também faremos alguns trabalhos para a minha Fundação. Depois disso, espero poder ir assistir à Urska (noiva de Pogacar) em uma etapa do Tour de France Feminino (de 1 a 8 de agosto).”

“Fiz 4 ou 5 testes no ônibus, meia hora antes de etapas muito difíceis”
Durante a entrevista, Pogacar também respondeu sobre os frequentes controles antidoping realizados ao longo do Tour, incluindo o teste noturno que chamou atenção durante esta edição da prova.
Segundo o esloveno, essas abordagens já se tornaram parte da rotina desde sua estreia na competição, em 2020.
“Já me acostumei. Desde que comecei a competir no Tour de France. Desde 2020, tenho sido constantemente submetido a controles um tanto quanto malucos. Já tive que fazer 4 ou 5 testes em 7 anos, no ônibus, meia hora antes do início de algumas etapas muito difíceis”.
“Não reclamo, porque os oficiais de controle antidoping estão apenas fazendo o trabalho deles. Faz parte da minha vida agora. Quando batem na porta do meu quarto, minha primeira reação é presumir que alguém veio para um teste. É como ir ao supermercado. Não é mais incomum; é a minha vida.”

“Pedalamos como se fôssemos morrer“
O líder da UAE Emirates também comentou o momento em que permaneceu lado a lado com Mathieu Van der Poel (Alpecin-Premier Tech) após a subida final de Montmartre, antes da chegada em Paris.
De acordo com Pogacar, praticamente não houve conversa durante a disputa.
“Para ser sincero, não trocamos muitas palavras. Não houve muita comunicação entre nós; apenas pedalamos como se fôssemos morrer, porque precisávamos chegar à linha de chegada o mais rápido possível para segurar os velocistas”.
“Eu não tinha mais forças no final. Hoje (domingo), tentei vencer, mas Mathieu, que é um campeão que respeito muito, foi simplesmente forte demais. A vitória dele é magnífica.”

“Daqui a duas semanas é possível que eu esteja pronto para a Vuelta”
Por fim, Pogacar foi perguntado sobre a possibilidade de alinhar para a Vuelta a España. Embora tenha demonstrado cansaço após três semanas intensas de competição, o esloveno não descartou completamente sua participação.
“No momento, eu diria que não, mas daqui a duas semanas, é possível que eu esteja pronto novamente. Tenho quinze dias para decidir.”