Tadej Pogacar explica bastidores de discussão no Alpe d’Huez “nós o chamamos de ‘Pantani'”, assista o vídeo

A 20ª etapa do Tour de France de 2026, disputada entre Le Bourg-d’Oisans e o Alpe d’Huez, foi marcada por uma situação que inicialmente parecia tensa entre Nicolas Prodhomme (Decathlon-CMA CGM) e Tadej Pogacar (UAE Emirates-XRG).

Enquanto Prodhomme trabalhava em favor de seu capitão Paul Seixas, Pogacar, então dono da camisa amarela, vinha desde o Col du Galibier ajudando seu companheiro Isaac Del Toro.

A discussão entre os dois ganhou grande repercussão nas redes sociais e Tadej Pogacar decidiu comentar o episódio no podcast Val 202, elogiar Nicolas Prodhomme e destacando o trabalho do francês.

girodociclismo.com.br pogacar revela bastidores de discussao com prodhomme durante a etapa do alpe dhuez image

Não houve malícia, nenhuma intimidação”

Após a chegada da etapa, Nicolas Prodhomme explicou ao canal Cyclism’actu como interpretou aquele momento de confronto com o líder da prova:

“Pogacar me pediu várias vezes para revezar na frente, mas como tínhamos o Matthew (Riticcello) à frente, não fazia sentido ficarmos juntos”.

Então, senti que ele queria mostrar que estava disposto a trabalhar em equipe, simplesmente para me impedir de ultrapassá-lo e dificultar a corrida. Mas essa era a nossa estratégia, era o jogo. Não houve malícia, nenhuma intimidação, ele talvez tenha ficado apenas surpreso com a minha atitude.”

Para o ciclista da Decathlon-CMA CGM, portanto, sua postura fazia parte da estratégia definida pela equipe. Apesar da discussão, Prodhomme deixou claro que não houve qualquer intenção de hostilidade ou intimidação contra Pogacar.

girodociclismo.com.br tadej pogacar explica bastidores de discussao no alpe dhuez nos o chamamos de pantani assista o video image
Tadej Pogacar explica bastidores de discussão no Alpe d’Huez "nós o chamamos de 'Pantani'", assista o vídeo 3

“Ele não me deixou revezar uma única vez”

No podcast Val 202, Tadej Pogacar também relembrou o episódio e explicou que já estava realizando um esforço muito elevado naquele momento da etapa, agravado pelas condições de vento contrário.

“Naquele momento, eu já estava forçando bastante. Havia vento contra, não foi exatamente fácil. Tentei uma ou duas vezes convencê-lo a revezar. Para que eu pudesse recuperar o fôlego antes de continuar”, explica Pogacar, que estava ao lado de Prodhomme durante a subida.

“Mas não, ele não deixou uma única vez. Havia outro ciclista com eles também (Matthew Riccitello), então havia dois da Decathlon que poderiam ter ajudado um pouco. Mas eu entendo, isso é ciclismo”.

“Como estávamos ali, e eu já estava na zona vermelha há algum tempo, cheguei ao meu limite. Disse a mim mesmo: ‘OK, vou manter meu ritmo até o topo’. Tudo está sob controle. Isaac ainda está na zona branca. Mesmo que cheguemos todos juntos. Esse era meu primeiro objetivo”, explicou o campeão mundial no podcast Val 202.

Mesmo sem receber colaboração de Prodhomme, Pogacar decidiu continuar impondo seu próprio ritmo. A prioridade era garantir que Isaac Del Toro permanecesse em uma situação confortável na luta pela classificação geral.

“Já brincávamos com isso na equipe, chamando-o de ‘Pantani’

Foi então que Pogacar revelou uma curiosidade dos bastidores da UAE Team Emirates-XRG: Nicolas Prodhomme havia recebido um apelido entre os integrantes da equipe.

O francês passou a ser chamado de “Pantani”, uma referência ao lendário escalador italiano Marco Pantani, justamente por sua característica de acelerar repetidamente e manter o ritmo elevado durante os momentos decisivos.

“Já brincávamos com isso na equipe, chamando-o de ‘Pantani’, aquele que sempre encontrava forças para o sprint final. Ele acelerava constantemente, esticando o pelotão nos primeiros 500 metros do sprint. Nós não gostávamos muito disso na equipe. Eu o alcancei e olhei para ele. ‘Calma. O que você está fazendo? Calma'”, encerrou Pogacar brincando.

Confira o podcast completo (em esloveno)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.