“Foi difícil ver Tadej Pogacar cair, muita coisa mudará se ele não estiver no Mundial” Paul Seixas comenta queda de Pogacar e admite mudança no Mundial
O jovem prodígio francês Paul Seixas (Decathlon CMA CGM) concedeu uma entrevista ao canal HLN e falou pela primeira vez sobre a queda de Tadej Pogacar (UAE Emirates) na Vuelta a España e a possibilidade de o esloveno não disputar o Campeonato Mundial, no próximo dia 27 de setembro.
O francês já iniciou sua preparação para a competição e reconhece que a dinâmica da prova poderá ser bastante diferente caso o atual protagonista do pelotão não esteja na largada.
“O Mundial e a Il Lombardia são meus maiores objetivos”
O ciclista inicia afirmando que a temporada lhe proporcionou uma boa base para chegar forte à reta final do calendário, e revela que o Mundial e a Il Lombardia são os principais objetivos para o final da temporada.
“Até agora, tudo correu bem. A primavera e o Tour me deram uma boa base para construir, e me sinto muito bem na bicicleta. Sinto-me pronto para a reta final de provas, com o Campeonato Mundial e a Il Lombardia como meus maiores objetivos.”
“Foi difícil ver Tadej cair, muita coisa mudará se ele não estiver lá“
Com o principal favorito Tadej Pogacar afastado das competições e sua presença no Campeonato Mundial pouco provável, Paul Seixas passa naturalmente a ser considerado um dos nomes que podem ganhar destaque na disputa pelo título.
O francês, entretanto, fez questão de demonstrar preocupação com o atual campeão após a queda sofrida pelo esloveno.
“Antes de mais nada, foi difícil ver o Tadej cair”, inicia Seixas. “Porque foi uma queda que pode acontecer com qualquer um. Espero que ele se recupere o mais rápido possível.”
Apesar das especulações sobre a participação de Pogacar, Seixas prefere manter a cautela enquanto não houver uma definição oficial.
“Ainda é um pouco cedo para dizer qualquer coisa sobre isso, porque ainda não sabemos se ele estará ou não, mas é claro que muita coisa mudará se ele não estiver lá.”
“Pogacar é o rei da corrida“
Para Paul Seixas, a eventual presença de Tadej Pogacar obrigaria os adversários a adotarem uma estratégia específica para tentar neutralizar o esloveno, que continua sendo uma das principais referências nas grandes provas.
“Se Tadej competir, você precisa pensar em como vai correr contra ele. Ele é o rei da corrida. Talvez já vejamos isso no GP de Montreal, embora isso seja, obviamente, algo diferente do Campeonato Mundial, onde competimos com equipes nacionais”.
Por outro lado, uma eventual ausência do líder da UAE Team Emirates-XRG poderia proporcionar uma prova mais imprevisível e aberta. Mesmo assim, Seixas sabe que o nível da concorrência permaneceria extremamente elevado.
“Espero que a corrida seja mais aberta, mas ainda terei que competir com muitos ótimos ciclistas.”
“Sinto-me bem, tanto física como mentalmente”
Paul Seixas também encerrou recentemente seu primeiro Grand Tour, uma experiência que normalmente representa um importante passo na evolução física de um ciclista. Apesar disso, o francês admite que ainda não conseguiu perceber claramente os efeitos dessa experiência sobre sua forma.
“É difícil dizer. Só poderei dizer quando tiver um bom desempenho numa corrida. Quero estar bem lá, não apenas nos treinos. Veremos. De qualquer forma, sinto-me bem, tanto física como mentalmente”, finalizou Paul Seixas.