Vuelta a España 2026: Enric Mas buscará revanche pessoal, “tenho más lembranças” admite o espanhol
Enric Mas (Movistar), atual líder da Classificação Geral da Vuelta a España 2026, encara a 12ª etapa com confiança, mas também com algumas lembranças pouco agradáveis.
A chegada em Calar Alto, nesta quinta-feira, faz o espanhol recordar uma experiência difícil vivida na mesma subida durante a edição de 2017.
“A Vuelta mudou sem Tadej, estamos todos no mesmo nível“
Com a saída de Tadej Pogacar da competição, Enric Mas admite que a dinâmica da corrida e ele que administrar uma situação diferente daquela que existia quando o esloveno ainda estava no pelotão.
“Claro que a Vuelta mudou sem o Tadej; agora estamos todos no mesmo nível. Taticamente, estamos preparados para o que vier”.
“Tadej podia atacar sozinho quando quisesse, e agora eu terei que calcular meus movimentos porque não tenho as pernas dele”, explicou Mas em entrevista ao canal Eurosport após a chegada da 11ª etapa, em Lorca.
“O cansaço já está começando a aparecer“
Embora não esperasse assumir a liderança da prova, Enric Mas admitiu que está satisfeito com a situação e pretende prolongar sua permanência no topo da classificação.
“É algo que gosto, aprecio e espero continuar assim. Para a etapa, espero que nada dê errado, que a equipe esteja focada e que tentemos aproveitar ao máximo.”
A etapa desta quinta-feira, no entanto, exigirá atenção máxima da Movistar, especialmente por causa das subidas de Velefique e Calar Alto. O camisa vermelha não revelou se adotará uma postura mais agressiva ou se concentrará exclusivamente em defender sua vantagem.
“Depende de como eu estiver; o cansaço já está começando a aparecer. Tenho uma vantagem boa e substancial, então vamos ver como me sinto. Temos que ir um passo de cada vez”, disse ele com cautela.
115ª posição na subida ao Calar Alto em 2017
Apesar da confiança atual, Calar Alto não desperta boas recordações em Enric Mas. O espanhol revelou que a subida traz à memória um episódio complicado vivido na Vuelta de 2017, quando enfrentou problemas de saúde durante a etapa.
“Tenho péssimas lembranças da subida ao Calar Alto em 2017 porque estava doente naquele dia”, inicia Mas.
“Meu massagista, Juanjo Lobato, e eu sempre brincamos sobre isso. Ele era sprinter e, em circunstâncias normais, eu deveria ter subido melhor do que ele, mas naquele dia chegamos juntos, e ele sempre brinca sobre isso”, encerrou o espanhol que em 2017, encerrou a etapa na 115ª posição, com 29 minutos de atraso em relação a Miguel Angel Lopez, o vencedor da etapa.