Vuelta a España: Primoz Roglic desconversa sobre fim de carreira “levarei para o resto da minha vida”, assista o vídeo
Primož Roglič (Red Bull-BORA-hansgrohe) chegou à Vuelta a España sem sequer ter certeza de que conseguiria disputar a prova.
Depois de 3 semanas de competição, porém, o esloveno garantiu o 2º lugar na classificação geral e voltou a ocupar o pódio de uma Grande Volta, registrando seu 9º pódio em Grand Tours (incluindo 4 vitórias na Vuelta e uma no Giro).
“Para ser honesto, eu não sabia dessa estatística“
Na entrevista concedida logo após a conquista, Primož Roglič admitiu que nem conhecia essa estatística. “Bem, o tempo voa, não é? Para ser honesto, eu não sabia dessa estatística, mas… bem. Só o fato de começar esta Grande Volta já foi especial”, revelou o esloveno.
A participação de Roglič chegou a ser colocada em dúvida após ele ser atropelado durante um treinamento em altitude, poucas semanas antes do início da competição.
“Participei principalmente porque a corrida começava ‘em casa’, em Mônaco. Mas realmente não esperava alcançar este resultado. Então, este 2º lugar tem o sabor de uma vitória para mim. Parabéns ao Enric Mas, ele mereceu totalmente. Como eu disse, estou incrivelmente feliz com o meu 2º lugar”.
“É uma pena que o Tadej tenha desistido”
Roglič admite que só acreditou que poderia conquistar a 2ª posição no penúltimo dia da competição. “Só percebi ontem (20ª etapa), quando nós terminamos e como aconteceu. Mas, como eu disse, é uma pena que o Tadej tenha tido que desistir, ninguém desejaria isso a ninguém.”
Para ele, a ausência do compatriota não modificou a estratégia adotada por sua equipe durante a corrida. “Para nós, significou simplesmente que todos subimos uma posição”.
“Para mim, não mudou nada em relação ao nosso plano ou estratégia de corrida. Fiz o meu melhor; demos tudo de nós como equipe, e este foi simplesmente o melhor que podíamos fazer”, complementou Primož Roglič.
“Aprendi muitas coisas que levarei para o resto da minha vida”
Para encerrar, o repórter questionou sobre a continuidade da carreira do esloveno, perguntando sobre um possível 10º pódio em um Grand Tour. Aos 36 anos, ele não deverá ter seu contrato renovado com a equipe e permanece com o futuro incerto, apesar dos boatos sobre ofertas de equipes rivais.
“Ah, não sei, mas, sim, é uma loucura!. Se você contar quantas etapas, quantos dias, quanto isso nos dá no ciclismo em termos de experiência e tudo mais. Eu nunca poderia imaginar e, sim, aprendi muitas coisas que levarei para o resto da minha vida”, encerrou Primoz Roglic, sem dar detalhes sobre seu futuro próximo.