Paul Seixas admite erro em derrota para Isaac del Toro “fui desatento e ele atacou”; assista o vídeo
Paul Seixas (Decathlon CMA CGM) apresentou uma grande performance no GP de Montreal, neste domingo. No entanto, o francês acabou superado na chegada por Isaac del Toro (UAE Emirates-XRG), que foi mais rápido no sprint entre os dois.
Após a clássica canadense do WorldTour, o francês reconheceu que poderia ter tomado decisões melhores na parte final da prova, disputada no mesmo circuito que receberá o Campeonato Mundial, em 27 de setembro.
“Tive um momento de desatenção e ele atacou”
O francês inicia admitindo que cometeu um erro no momento decisivo da clássica canadense. “Tive um momento de desatenção em que estava olhando em volta para ver exatamente onde estávamos”.
“Não consegui encontrar a placa para os últimos 200 metros em lugar nenhum. Ele atacou, me surpreendeu e jogou de forma muito inteligente. No fim das contas, ele foi simplesmente o mais forte na reta final, então, é assim que acontece.”
Apesar do resultado, o francês avaliou positivamente seu dia e destacou o trabalho realizado pela equipe. “Honestamente, foi um dia lindo hoje. A equipe fez um ótimo trabalho me posicionando bem na frente. Quando se trata das pernas no final… bem, na verdade, não me senti particularmente bem o dia todo”, afirmou o francês.
“Acho que talvez estivesse um pouco descansado demais e não tivesse pedalado quilômetros suficientes ontem, mas fazer o quê, é assim mesmo”, lamenta Paul Seixas.
“Foi a vez que desenvolvi mais potência desde o Tour de France”
Mesmo sem estar em suas melhores condições físicas, Seixas considerou o desempenho um sinal de evolução. “Tive que me virar com o que tinha hoje. Senti que foi a vez em que desenvolvi mais potência desde o Tour”.
“Certamente ainda há espaço para melhorar, mas hoje foi um bom desempenho, independentemente disso. De qualquer forma, espero dar mais alguns passos rumo ao Campeonato Mundial”, complementa Seixas.
No final Seixas ficou isolado diante da superioridade numérica da UAE Emirates. O francês explicou que precisou administrar suas forças e, ao mesmo tempo, controlar o grupo diante da possibilidade de Remco Evenepoel retornar à frente.
“É verdade, mas é claro que tentei conservar o máximo de energia possível. Era uma situação muito difícil de qualquer maneira. Tentei organizar um pouco o grupo e garantir que não houvesse ataques constantes. Sabíamos que Remco Evenepoel ainda poderia voltar.”
“Queria mostrar que não deixaria ninguém escapar“
O francês também ressaltou a capacidade de Remco Evenepoel de administrar suas forças e aparecer nos momentos decisivos. “Sabemos do que o Remco é capaz: ele consegue dosar a energia perfeitamente e surpreender no final; ele é um ciclista de elite. Por isso, tentei ficar de olho em todos.”
“Senti que minhas pernas estavam boas em comparação com os outros, queria mostrar que não deixaria ninguém escapar, enquanto fazia o mínimo possível”, complementa o francês.
“Eu precisava de alguém para me ajudar“
A estratégia, porém, teve um custo elevado para o francês. Evenepoel conseguiu retornar, enquanto a UAE Emirates passava a pressionar o ritmo. Seixas admite que acabou gastando mais energia do que gostaria.
“No fim, o Remco voltou e todos começaram a me observar. A UAE acelerou na subida, no final talvez tenha faltado aquele colega de equipe que faria a diferença. Me esforcei um pouco demais e cheguei completamente exausto ao topo.”
Nesse cenário, Isaac del Toro aproveitou a situação para atacar no instante ideal e superar o francês na chegada.
“O Isaac me ultrapassou no momento certo, porque eu realmente precisava de alguém para me ajudar a chegar ao final. Fazer isso sozinho teria sido muito difícil. Essa é uma boa lição aprendida para o campeonato”, finaliza Paul Seixas.