“Agora temos 2 dos 4 melhores ciclistas do mundo” Giulio Pellizzari analisa 1º ano na Red Bull Bora e revela amizade com Primoz Roglic
Há anos, o ciclismo italiano busca um ciclista, capaz de disputar as Classificações Gerais nos Grand Tours. Entretanto, essa espera parece ter chegado ao fim, após a 1ª temporada de Giulio Pellizzari na Red Bull Bora-hansgrohe.
Depois de dois sextos lugares consecutivos no GC do Giro d’Italia e na Vuelta a España, além de uma vitória de etapa no Grand Tour espanhol, o italiano surge como candidato para recolocar a Itália entre os protagonistas do ciclismo mundial.
Parte desse crescimento, segundo o italiano, de 22 anos, vem da convivência diária com o atual grande líder da equipe alemã, Primoz Roglic, que em 2026 terá a companhia de outra estrela: Remco Evenepoel.

“Primoz Roglic e eu nos tornamos bons amigos“
Em entrevista à TV Slovenija, Pellizzari iniciou comentando sobre a relação que vem construindo a estrela eslovena. “Sim, Primoz e eu nos tornamos bons amigos. Gostei de correr com ele. Aprendi muito com ele e fiquei muito feliz em correr ao seu lado”, afirmou o jovem italiano.
“Espero que continuemos correndo juntos no próximo ano. Talvez corramos juntos por mais 2 ou 3 anos, dependendo do que Primoz quiser, ele é um dos melhores ciclistas da história”, complementou Pellizzari.
“Ele tem 91 vitórias na carreira, o que é incrível. Quando conquistei minha primeira vitória na Vuelta, pensei: Primoz já levantou os braços 90 vezes. Que loucura! Quero aprender o máximo possível com ele.”

Com Pogacar “foi um dos melhores dias da minha vida“
O italiano não esconde que sua admiração vai além de Roglic. Ele também admite grande admiração por Tadej Pogacar. O italiano protagonizou um momento épico, durante a 16ª etapa do Giro d’Italia 2024, quando após a chegada, recebeu de presente os óculos do esloveno.
“Foi um dos melhores dias da minha vida. O primeiro foi minha vitória na Vuelta a España, e o segundo foi aquele dia em Val Gardena, do qual me lembro com muito carinho”, relatou.
Segundo Pellizzari, o carinho por Pogacar é algo amplamente compartilhado na Itália. “Pogacar é popular no mundo todo, mas os italianos o adoram de verdade. Eu também o adoro muito.”

“Perguntei se poderia participar do Giro d’Italia”
O italiano descreveu seu breve período de férias, que conforme revelou, foram intercalados com momentos com a equipe.
“Acabei de passar férias nos EUA. Alguns dias no túnel de vento com a equipe, alguns com a minha namorada. Os italianos podem ser um pouco ansiosos e impacientes demais. Tenho que esperar pelo programa que a equipe apresentará em Mallorca.”
Ainda que esteja disposto a seguir o plano definido pela equipe, Pellizzari revelou sua preferência: “Perguntei se poderia participar do Giro, mas veremos quando eles revelarem os planos em dezembro.”

“Agora temos 2 dos 4 melhores ciclistas do mundo“
A chegada de Remco Evenepoel à Red Bull – BORA – hansgrohe anima também o jovem italiano, que vê no belga uma nova fonte de aprendizado.
“Acho que é muito bom para a equipe. Agora temos 2 dos 4 melhores ciclistas do mundo. É uma boa oportunidade para um jovem ciclista como eu evoluir ao lado dele. Temos uma reunião em Salzburgo daqui a alguns dias. Acho que teremos uma boa temporada com ele.”

“O problema reside em nós italianos, somos um pouco estranhos”
A cobrança por um novo grande nome sempre recai sobre os talentos emergentes da Itália, e Pellizzari mostra plena consciência desse fenômeno.
“Na minha opinião, o problema reside um pouco em nós, italianos. Somos um pouco estranhos. Quando você tem um bom ciclista, todos começam a segui-lo”.
“Então, quando surge o primeiro momento ruim, as pessoas dizem: ‘Não, ele não é como o Pantani’. Como ciclista, você só precisa treinar e viver e então verá o que acontece. Eu sei que os fãs estão esperando. Espero que não tenham que esperar muito mais“, finalizou Giulio Pellizzari.
