Alberto Contador analisa com sinceridade o percurso do Giro d’Italia “como é costume, favorece os escaladores”, assista o vídeo

Alberto Contador, duas vezes vencedor do Tour de France, 3x campeão da Vuelta a España e 2x campeão do Giro d’Italia (2008 e 2015), atualmente trabalha como comentarista especializado em ciclismo para o Eurosport Espanha.

Após a apresentação oficial do percurso do Giro d’Italia 2027 nesta terça-feira, o espanhol analisou a próxima edição da competição, destacando o perfil montanhoso da competição.

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Alberto Contador acelera forte no Monte Zoncolan durante o Giro d’Italia 2011

“Como é costume, favorece os escaladores”

A 110ª edição da Corsa Rosa contará com dois contrarrelógios e passagens por algumas das montanhas mais emblemáticas do ciclismo italiano, incluindo o Mortirolo e o Passo Gavia. Além disso, o percurso terá chegadas em alto em Madonna di Campiglio e no lendário Monte Zoncolan.

“Como é de costume, a Corsa Rosa favorece, no meu ponto de vista, os escaladores. É verdade que, este ano, incluíram 2 contrarrelógios. O primeiro (7ª etapa), com pouco mais de 19 km, termina em subida: os últimos 12 ou 13 km apresentam uma inclinação média de 4,4%, com algumas rampas um pouco mais duras”.

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“Depois, há um contrarrelógio mais voltado para especialistas, a 6 dias do fim (15ª etapa, com 37,3 km). Um percurso totalmente plano onde é possível abrir diferenças, mas o trajeto oferece muito mais.”

“Chegada em alto extremamente difícil após o contrarrelógio“

O espanhol também chamou a atenção para as primeiras dificuldades importantes da prova. Já na 5ª etapa, os candidatos à classificação geral terão de enfrentar a primeira chegada em alto em Sarnano-Sassotetto.

“Logo no 5º dia, os favoritos à classificação geral terão que mostrar serviço na primeira chegada em alto. Na 9ª etapa, veremos também uma chegada em alto extremamente difícil”, afirma Alberto Contador, analisando a chegada em Subiaco/Monte Livata, com 13,9 km a 6,9% e até 17%.

“Isso acontece logo após o contrarrelógio em subida da 7ª etapa; será preciso observar como estão as diferenças na classificação geral, mas, na verdade, o trecho mais duro ainda está por vir.”

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“Nem mesmo contrarrelógios compensam a Etapa Rainha”

Para Contador, a decisão acontecerá na 3ª semana, após o contrarrelógio de 37,3 km da 15ª etapa. “Teremos o contrarrelógio para especialistas puros, mais de 35 km, totalmente plano, seguido pela ‘Etapa Rainha’, que termina em uma subida duríssima”, cita Contador referindo-se a 16ª etapa.

“O percurso inclui duas passagens pelo Mortirolo, com o Passo Gavia pelo caminho; é uma etapa com mais de 5.500 metros de desnível acumulado, capaz de definir claramente a Classificação Geral.”

“Sinceramente, na minha opinião, nem mesmo contrarrelógios para especialistas puros compensam uma etapa desse nível”, complementa Contador com sinceridade.

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“Este Giro favorece claramente os escaladores”

As dificuldades, entretanto, não terminarão nessa jornada. A 18ª etapa terá chegada em Madonna di Campiglio, enquanto a penúltima jornada reservará a escalada do lendário Monte Zoncolan, outra montanha que poderá provocar diferenças importantes entre os candidatos à vitória.

“E, como se não bastasse, há uma chegada em Madonna di Campiglio na 18ª etapa e, para fechar, o Monte Zoncolan na penúltima etapa. Acredito que este Giro favorece claramente os escaladores.”

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Lorenzo Fortunato foi o último ciclista a vencer no Monte Zoncolan em 2021

“As subidas italianas são as mais duras dos Grand Tours”

Outro aspecto ressaltado por Contador é a dureza das montanhas italianas. “Sabemos que as inclinações nas subidas italianas são as mais duras entre as três Grandes Voltas. Além disso, são subidas longas. Há etapas, especialmente na 2ª semana, que são extremamente longas e colocarão à prova a resistência dos ciclistas.”

Por fim, o espanhol ressaltou que ainda será necessário conhecer a participação definitiva na prova italiana, mas demonstrou confiança no trabalho realizado pelos organizadores na elaboração do percurso.

“Então, vamos ver qual será a participação final na prova italiana, mas, sem dúvida, o percurso e a organização fizeram o seu trabalho”, finalizou Alberto Contador.

Assista o vídeo de Alberto Contador

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