Após criticar Tadej Pogacar lenda do ciclismo também recebe críticas: “Talvez esteja muito velho, Pogacar é Pogacar, ponto final”

Os recentes comentários da lenda do ciclismo belga, Roger De Vlaeminck sobre Tadej Pogacar geraram grande repercussão no mundo do ciclismo.

O ex-campeão belga afirmou que as comparações entre o esloveno e Eddy Merckx são “absurdas”, acrescentando: “Pogacar não chega aos pés do Canibal”. De Vlaeminck chegou a dizer que, se competisse nos dias de hoje, “não deixaria Pogacar escapar”.

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Roger De Vlaeminck

Pogacar é Pogacar, ponto final

Riccardo Magrini, vencedor de etapas no Giro d’Italia e no Tour de France de 1983, e ex-colega de pelotão de De Vlaeminck, reagiu às falas do belga e o criticou duramente. Em entrevista ao canal italiano Bicisport, o atual comentarista da Eurosport não poupou palavras:

“Tenho muito respeito por Roger De Vlaeminck como ciclista, tínhamos uma ótima relação pessoal, entretanto seu comentário sobre Pogacar parece completamente deslocado. É absurdo comparar épocas diferentes: é simplesmente errado”. afirmou Magrini.

“Muita coisa mudou, desde os relacionamentos até a preparação e a nutrição. Merckx era Merckx, Hinault era Hinault, Pogacar é Pogacar, ponto final”.

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Riccardo Magrini

Magrini ainda ironizou os saudosistas que insistem em imaginar como seria se Merckx competisse nos dias atuais. “Às vezes ouço pessoas dizerem: ‘Se Merckx estivesse aqui…’Qual é o sentido? Merckx não está aqui; ele viveu sua época e seguiu seu caminho”, completou.

“Talvez De Vlaeminck tenha envelhecido demais

O ex-ciclista também refletiu sobre a forma como o envelhecimento pode afetar a visão dos antigos campeões: “Talvez De Vlaeminck tenha envelhecido demais: quando se fica mais velho, a gente tende a pensar apenas no que já conquistou”.

Me sinto privilegiado porque, graças ao meu papel como comentarista, consigo apreciar o ciclismo atual de verdade”, comentou Magrini.

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Tadej Pogacar em seu ataque vitorioso na Il Lombardia, sua última vitória na temporada 2025

Ele destacou que o ciclismo moderno é repleto de talentos excepcionais e negou que as corridas estejam monótonas. “Eu gosto muito de Tadej Pogacar e não entendo quem diz que ele não tem rivais ou que torna as corridas chatas”.

O ciclismo atual está cheio de ciclistas fenomenais. Talvez se possa desejar um pouco mais de espírito competitivo em algumas provas, como vimos na Milan-Sanremo este ano. Mas, no geral, não há do que reclamar”, acrescentou Magrini.

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Tadej Pogacar foi batido por Mathieu van der Poel e Filippo Ganna na Milan-Sanremo 2025

“Aproveitar o presente, não comparar com o passado”

Por fim, Magrini reafirmou sua discordância com De Vlaeminck, comparando a discussão com o futebol: “Eu realmente não entendo o argumento de De Vlaeminck: é como perguntar como Sivori ou Maradona se sairiam no futebol atual, contra as defesas de hoje”.

“Roger foi um campeão e teria sido em qualquer época, disso eu tenho certeza, mas nem faz sentido perguntar se ele teria aguentado a aceleração de Pogacar ou não”, declarou.

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Pogacar ao vencer a Il Lombardia pela 5ª vez consecutiva

O italiano concluiu destacando que prefere desfrutar o presente do esporte sem recorrer a comparações forçadas: “Eu vivencio o ciclismo de forma diferente: aproveito o momento, aproveito os fenômenos de hoje como aproveitava os do passado, sem precisar fazer comparações.”

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