Campeão da camisa branca do Tour de France faz revelação “não olho para o medidor de potência, nem uso monitor cardíaco”

O alemão Florian Lipowitz (Red Bull Bora-hansgrohe), de 25 anos, foi uma das grandes revelações da temporada.

Com seus impressionantes terceiros lugares no Critérium du Dauphiné e no Tour de France, ficando atrás apenas de Tadej Pogacar (UAE Emirates) e Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), o ciclista fez história, ao se tornar o 1º alemão a conquistar a camisa de melhor jovem do Tour de France desde Jan Ullrich.

No entanto, o que poucos sabem é o método pouco convencional que ele utiliza para manter o foco e o controle emocional: simplesmente não olhar para o medidor de potência, conforme revelou ao canal alemão Ramp Table Talk.

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Florian Lipowitz com a camisa branca ao lado de Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard

Na 2ª semana percebi que poderia lutar por um lugar no pódio

Mais do que pelos resultados, Lipowitz chamou atenção pela maturidade com que enfrentou a pressão nas duas grandes competições.

Muitos especialistas acreditam que ele poderá em breve desafiar as duas grandes estrelas dos Grand Tours, Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard, mesmo com a chegada do novo colega de equipe, Remco Evenepoel.

“Tentei não demonstrar, mas chegar a Paris foi definitivamente um grande alívio”, iniciou Lipowitz na entrevista ao Ramp Table Talk.

“Antes do Tour começar, eu não tinha grandes objetivos; só queria aguentar as 3 semanas e chegar a Paris. Foi apenas na 2ª semana que percebi que poderia lutar por um lugar até no pódio, e é claro que isso aumenta um pouco a pressão”, revelou o confiante alemão.

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Lipowitz acelera forte atrás dos líderes Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard

“Não olho para o medidor de potência nem uso monitor cardíaco”

Durante a 1ª semana do Tour, Lipowitz trabalhou como gregário de Primoz Roglic. Apenas na 2ª semana ganhou liberdade para buscar resultados pessoais. Mesmo assim, ele manteve uma abordagem surpreendentemente intuitiva: pedalar sem depender de dados tecnológicos.

“Não olho para o medidor de potência nem uso monitor cardíaco. Se eu visse que minha frequência cardíaca estava 15 batimentos por minuto acima do normal em comparação com o treino, ficaria pensando nisso durante toda a prova”, revela Lipowitz.

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Lipowitz durante a entrevista

“Simplesmente pedalo de acordo com a sensação

“Então, ignoro tudo isso e simplesmente pedalo de acordo com a sensação; é a melhor maneira para mim”, complementou Lipowitz.

Essa atitude, incomum no pelotão do WorldTour, contrasta com o comportamento da maioria dos ciclistas de elite, que confiam quase cegamente em métricas e números para definir estratégias e limites.

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O camisa branca do Tour de France, Florian Lipowitz pedala pela sensação

“A sensação certa é só quando restam 5 ciclistas na frente e eu estou”

Para Lipowitz, a confirmação de que está no caminho certo vem de dentro, e não do visor eletrônico.

“Você sabe que treinou bem e os números são bons. Mas, para mim, a sensação certa só vem quando restam 5 ciclistas no grupo da frente e eu ainda estou lá. É aí que sei que tudo está em ordem”, Finalizou Florian Lipowitz.

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Lipowitz quando restavam somente 4 na 12ª etapa do Tour no Hautacam. O alemão finalizou a etapa na 3ª posição
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