“Como disse Greg LeMond, ‘nunca fica mais fácil’, é adaptar-se ou morrer” campeão do Giro d’Italia analisa o WorldTour

“Adaptar-se ou morrer.” É dessa forma direta que Jai Hindley, vencedor do Giro d’Italia de 2022, define o momento atual do ciclismo profissional.

Aos 29 anos, o australiano falou abertamente sobre a realidade do esporte durante o dia de mídia de sua equipe, a Red Bull-Bora-Hansgrohe, destacando as profundas transformações que vêm sofrendo o pelotão do WorldTour nos últimos anos.

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“Como disse Greg LeMond, nunca fica mais fácil, você apenas fica mais rápido”

Hindley alcançou o ponto mais alto de sua carreira ao deixar Richard Carapaz para trás na parte final do Passo Fedaia, garantindo a vitória no Giro d’Italia de 2022.

No entanto, como ele próprio reconhece, o ciclismo atual muda rapidamente e o sucesso passado não garante tranquilidade no futuro. A cada temporada, o nível sobe, assim como as exigências físicas e mentais para se manter competitivo.

“Como disse Greg LeMond, nunca fica mais fácil, você apenas fica mais rápido”, afirma Hindley, com um sorriso.

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Jai Hindley em 2022

Cada corrida é mais difícil que a anterior, é se adaptar ou morrer

“Você sente que o esporte está evoluindo rapidamente, as corridas estão ficando cada vez mais rápidas, e com certeza não está ficando mais fácil. Então, basicamente, é se adaptar ou morrer.”

O australiano ressalta que esse cenário não se limita às Grand Tours. “Não são apenas as Grandes Voltas que estão mais brutais, é tudo. Cada corrida é mais difícil que a anterior”, diz Hindley.

“As corridas estão ficando cada vez mais rápidas e certamente não estão ficando mais fáceis”, completa.

Para Hindley, a mudança de ritmo no ciclismo atual também terá impacto direto na longevidade das carreiras. “É preciso estar totalmente concentrado nos momentos decisivos, porque o ritmo mudou muito”, explica o ciclista.

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Hindley encara 2026 com novo uniforme

Não acho que os caras mantenham essa intensidade por 10 ou 15 anos”

Ele vai além, o australiano acredita que os jovens talentos terão trajetórias mais curtas no pelotão profissional. “Provavelmente 8 ou 9 anos. Não acho que os caras consigam manter essa intensidade por 10 ou 15 anos como antes.”

O nível de exigência, segundo o Hindley, chegou a um ponto extremo. “Todos se esforçam ao máximo. É um esporte bastante brutal, mas, honestamente, se você quer competir e estar na briga, precisa dar o seu melhor, não apenas 1% a menos; caso contrário, você não conseguirá acompanhar.”

Hindley, que terminou em 4º lugar na última Vuelta a España, finaliza de forma clara a realidade do ciclismo atual: “Como eu disse, ou você se adapta e faz tudo o que pode, ou fica para trás.”

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