Capitão da Visma-Lease a Bike revela drama após 315 dias sem competir “foi o período mais difícil da minha carreira”
A temporada de 2025 foi um verdadeiro teste de resistência para Christophe Laporte. O Campeão Europeu em 2023, completou nesta quinta-feira, durante o Tour da Holanda, apenas 16 dias de competição, em um ano dominado por uma sequência de doenças.
“Foi o período mais difícil da minha carreira. Eu não conseguia entender o que estava errado comigo; meu corpo não estava respondendo”, afirmou o ciclista da Visma-Lease a Bike.
“Toda vez que eu tentava aumentar a carga, o cansaço e a dor voltavam. Eu não tinha energia, nem confiança“, revelou Laporte em entrevista ao Bici.pro, comentando sobre a frustração e o desgaste físico e mental que enfrentou.

Citomegalovírus e catapora em sequência
Laporte, de 32 anos, só voltou a vestir um número de corrida em agosto, durante o ADAC Cyclassics, na Alemanha, onde finalizou em uma modesta 89ª posição, após uma pausa de 315 dias desde sua última prova.
Seus planos para as Clássicas da primavera ruíram quando foi diagnosticado com citomegalovírus, que o obrigou a abandonar completamente o início da temporada.
Quando parecia estar prestes a se recuperar, uma nova adversidade surgiu: o francês contraiu catapora, o que prolongou ainda mais sua ausência e o tirou da seleção da equipe para o Tour de France.

Retomada gradual e resultados encorajadores
Nas últimas semanas, os sinais de recuperação começaram a aparecer. Desde seu retorno em agosto, Laporte demonstrou competitividade, conquistando o 3º lugar na Binche-Chimay-Binche e o 2º na Paris-Tours, prova que venceu em 2024.
“Quando você termina em 2º ou 3º, sempre há um pouco de decepção“, admitiu. “Mas desta vez foi diferente. Desta vez, posso olhar para trás e ver minha corrida com satisfação. Fiquei isolado no final, mas consegui responder bem aos ataques.“
Apesar da boa performance, o francês ainda sente limitações físicas. “Durante o sprint, senti cãibras se aproximando e não consegui me esforçar mais, então tive que correr sentado. Dei o meu melhor, mas o Matteo (Trentin) estava simplesmente mais forte. Estou feliz com a minha performance neste outono“, completou.

Olhando para 2026: reconstrução e novas metas
Atualmente disputando o Tour da Holanda, Laporte adota uma abordagem mais cautelosa para o futuro. Ele foca na reconstrução gradual da forma física e na recuperação total antes de pensar em grandes vitórias.
“Agora só quero me sentir bem, fazer o meu trabalho e acumular algumas corridas. Cada dia no selim me aproxima mais do nível que sei que quero. Depois de tudo que passei, poder lutar por um pódio novamente já é uma vitória“, afirmou.

Um dos nomes para enfrentar Tadej Pogacar e Van der Poel nas clássicas
O retorno de Laporte é visto como peça fundamental nos planos da Visma-Lease a Bike para 2026. Ao lado de Wout van Aert, ele continua sendo um dos capitães da equipe nas Clássicas, com a missão de enfrentar o domínio de gigantes como Tadej Pogacar e Mathieu van der Poel.
Para o francês, o objetivo é claro: recuperar a consistência e voltar ao patamar que o consagrou entre 2022 e 2023, período em que brilhou com vitórias marcantes, incluindo a Gent-Wevelgem, onde recebeu o famoso “presente” de Van Aert.
