Ciclista da Alpecin-Deceuninck encerra carreira aos 21 anos “não é o fim de carreira que eu imaginava…”, confira o anúncio do ciclista
O alemão Louis Kitzki, de 21 anos, anunciou sua aposentadoria precoce. Vencedor da Zwift Academy no final de 2023 e integrante da Alpecin-Deceuninck Sub-23, ele decidiu encerrar a carreira após presenciar dois acidentes fatais envolvendo colegas de pelotão. A decisão foi comunicada por meio de suas redes sociais.

“Não é o tipo de fim de carreira que eu imaginava…”
Kitzki fez parte de um seleto grupo de ciclistas descobertos pela Zwift Academy, que já revelou nomes de sucesso como Jay Vine (UAE Emirates-XRG) e Luca Vergallito (Alpecin-Deceuninck).
“Não é o tipo de fim de carreira que eu imaginava…”, escreveu Kitzki ao anunciar sua saída do esporte. “Depois de participar da minha última corrida, o Giro Ciclístico Valle D’Aosta, e da subsequente morte de Samuele Privitera, decidi encerrar minha carreira como ciclista profissional”, justificou o jovem alemão.

“Depois do Tour da Áustria, nunca mais fui o ciclista que fui”
A morte de Privitera não foi o único episódio traumático. Kitzki relembrou que, no ano anterior, durante o Tour da Áustria, também perdeu um colega de pelotão: André Drege.
“Depois do Tour da Áustria do ano passado, onde outro ciclista morreu, eu já tinha sérias dúvidas sobre as corridas e estava prestes a desistir”, afirmou. “Mesmo assim, perseverei e, em grande parte, ocultei o que tinha acontecido. Infelizmente, depois do Tour da Áustria, nunca mais fui o ciclista que fui.”
O alemão revelou que a sequência de tragédias afetou profundamente sua relação com o esporte.
“Fiquei cada vez mais preocupado com a minha segurança e me sentia cada vez mais desconfortável nas corridas, o que, a médio prazo, significava que eu nunca conseguiria alcançar o que tanto havia conquistado nos treinos”.

“Perdi completamente a alegria de correr”
Segundo Kitzki, a ansiedade nas competições se tornou insustentável. “Perdi completamente a alegria de correr, e quanto mais caótica a corrida se tornava, mais eu entrava em colapso mental”.
“O que aconteceu no Vale de Aosta, no fim das contas, só confirmou minha decisão, e posso ver como tenho me saído bem desde que me aposentei”, desabafou Kitzki.
Gratidão à equipe
Mesmo encerrando a carreira, Kitzki destacou a importância do apoio recebido na Alpecin-Deceuninck.
No entanto, sou muito grato pela oportunidade que me foi dada pela minha equipe, a Alpecin-Deceuninck, e pela Zwift.”
Apesar de deixar as competições, Kitzki afirmou que não pretende abandonar totalmente a bicicleta.
“Sempre gostei muito dos treinos e do processo de aprimoramento, e espero encontrar tempo para pedalar novamente ocasionalmente no futuro. Obrigado a todos os meus companheiros de equipe e a toda a equipe, finalizou o alemão”.