“Contratar Paul Seixas tendo Tadej Pogacar é ostentação” histórico diretor do WorldTour faz fortes criticas à UAE Emirates
O histórico ex-diretor da Soudal Quick-Step, Patrick Lefevere, voltou a gerar polêmica no pelotão internacional. Em sua coluna no jornal Het Nieuwsblad, o belga comentou de forma direta a política de contratações da UAE Emirates e direcionou críticas ao dirigente espanhol Joxean Matxin Fernández.
Segundo Lefevere, a equipe já possui um elenco repleto de grandes talentos, liderado por Tadej Pogačar e pelo jovem mexicano Isaac del Toro.
Entretanto, em um movimento, que segundo ele é “ostentação”, estaria interessada em contratar Paul Seixas (Decathlon CMA CGM), a maior revelação do ciclismo francês dos últimos anos.

“Tanto faz, contanto que Paul Seixas não acabe na UAE Emirates“
Lefevere não vê com bons olhos a possibilidade de a UAE adicionar mais um jovem prodígio ao elenco, lembrando que a equipe já conta com nomes como Isaac del Toro, Jan Christen e Pablo Torres. Ele também mencionou que Nino Seixas, irmão mais novo de Paul Seixas, chegou a treinar com a equipe.
“Para mim, tanto faz, contanto que ele não acabe na UAE Emirates. Com o perdão da palavra, ou talvez não, mas o Matxin está ficando um pouco arrogante demais como técnico.”

“Contratar Seixas quando você já tem Pogacar é ostentação“
As recentes atuações de Paul Seixas aumentaram sua reputação no WorldTour. O francês teve grande atuação na Volta ao Algarve e reforçou seu potencial ao terminar em 2ª lugar na Strade Bianche.
No entanto, Lefevere fala francamente sobre uma eventual transferência para a UAE. Para ele, o movimento representaria mais ostentação do que necessidade esportiva.
“Contratar Seixas quando você já tem Pogacar é um comportamento ostentoso. Você pode ter o maior orçamento de todo o Circuito Mundial, mas isso vem com uma certa responsabilidade e um código de ética.”

“É ruim quando um ciclista de 19 anos acredita que pode se tornar o sucessor de Pogacar”
Lefevere também aproveitou a coluna para comentar a evolução do papel dos agentes no ciclismo profissional. Segundo ele, a atuação desses representantes se tornou mais agressiva nos últimos anos. “Eles jogam de forma muito mais agressiva do que antes.”
O ex-dirigente explicou que as agências passaram a operar como estruturas maiores e mais organizadas. “Agora são escritórios, com 5 ou 6 representantes que estão constantemente promovendo seus ciclistas. É ruim quando um ciclista de 19 anos acredita que pode se tornar o sucessor de Pogacar na UAE”.
“O próprio Pogacar tem apenas 27 anos. Um agente que tenta vender essa ideia para seu ciclista merece ser banido do esporte profissional”, finalizou Patrick Lefevere.