“Derrotar Tadej Pogacar é uma motivação, não obsessão” Jonas Vingegaard concede entrevista e analisa o retorno às competições

O bicampeão do Tour de France, Jonas Vingegaard, concedeu uma entrevista ao podcast “Bartoli Time”, do canal francês RMCSport, na qual abordou diversos temas que marcam o atual momento de sua carreira.

O dinamarquês falou sobre seu retorno às competições, os objetivos para a Paris-Nice, além de abordar a rivalidade com Tadej Pogacar. Segundo o líder da Visma-Lease a Bike, vencer o esloveno continua sendo um grande estímulo, mas não chega a se tornar uma obsessão.

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“Estou aqui para vencer

O retorno de Jonas Vingegaard às competições acontece justamente na Paris-Nice, prova na qual ele ainda busca sua primeira vitória.

“Estou aqui para vencer. Já participei duas vezes e ainda não consegui. Então, espero que a 3ª seja a da sorte. Tive um bom inverno, estou em boa forma, então espero poder pelo menos lutar pela vitória.”

Quando alguém me segue, sinto que está invadindo meu espaço”

Durante a entrevista, Vingegaard também comentou sobre um episódio ocorrido em fevereiro, quando se envolveu em um acidente durante um treino após ser seguido por um ciclista amador.

“Primeiramente, para deixar claro, eu não caí exatamente por causa dele. Foi mais porque ele estava me seguindo e eu fiz uma curva muito rápido”.

Apesar disso, o dinamarquês ressaltou que costuma ser receptivo com os fãs. “Estou apenas fazendo meu trabalho e tentando me concentrar nisso. Para mim, não tem problema tirar foto com todo mundo. Não tenho problema com isso”.

“O problema é quando alguém me segue por muito tempo. Sinto que está invadindo meu espaço pessoal. E sim, para mim, isso é um pouco diferente de simplesmente tirar uma foto com a pessoa.”

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Jonas Vingegaard sofreu uma queda após acelerar tentando “escapar” de um fã

“Sempre fui mais forte na Vuelta do que no Tour de France

Nesta temporada, Jonas Vingegaard pretende disputar tanto o Giro d’Italia quanto o Tour de France, uma estratégia que gera questionamentos sobre sua capacidade de enfrentar Tadej Pogacar em plena forma no Grand Tour francês. Para o dinamarquês, o calendário pode, na verdade, fortalecê-lo.

“Há vários fatores. Primeiro, o Tadej fez isso em 2024. Ele disputou o Giro e o Tour de France. E, para mim, tendo participado do Tour de France e da Vuelta duas vezes, percebi que sempre fui mais forte na Vuelta do que no Tour de France. Então, acredito que isso me deixará mais forte para o Tour de France.”

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Derrotar Pogacar é motivação, não obsessão

A rivalidade entre Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar tem marcado o ciclismo moderno, especialmente nas disputas do Tour de France. No entanto, o dinamarquês garante que sua motivação não ultrapassa os limites do esporte.

“Eu não diria que é uma obsessão, é mais uma motivação. Quero vencer o melhor, e sei que já o venci duas vezes, o que me deixa muito feliz, aliás. E isso também me dá confiança para tentar de novo.”

O ciclista também lembrou as dificuldades enfrentadas após a grave queda em 2024. “Muita coisa aconteceu nos últimos 2 anos. Muita coisa me afetou também. Primeiro, sofri a queda há 2 anos, levei um tempo para me recuperar”.

Agora estou de volta. Demorou, mas se as pessoas soubessem as consequências daquela queda, entenderiam por que demorei tanto para voltar ao meu melhor.”

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Vingegaard sofreu uma queda com diversas fraturas na Volta ao País Basco, em 2024

Paul Seixas está sob muita pressão, ele precisa manter a calma”

Outro tema da entrevista foi a ascensão meteórica do jovem francês Paul Seixas, que chamou atenção recentemente ao terminar em 2º lugar na Strade Bianche.

“Ele é, sem dúvida, um dos maiores ciclistas da atualidade. Terá tempo para vencer o Tour de France. Será um candidato real ao título este ano? É cedo demais para dizer. É sempre difícil prever quem será um candidato ao título do Tour de France”.

Não estou dizendo que não acontecerá este ano. Só quero esperar um pouco para ver se ele consegue ou não. Mas, no futuro, certamente será um candidato real.”

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Paul Seixas é a grande esperança francesa para o Tour de France

Jonas Vingegaard acredita que a principal dificuldade será lidar com a pressão. “Ele está sob muita pressão. Não falei com ele. Ele precisa manter a calma em meio a toda essa pressão”.

Acho que, para um francês, ser um dos maiores nomes e ter a oportunidade de vencer o Tour de France no futuro inevitavelmente gera muita pressão. Ele precisa tentar se manter o mais calmo possível.”

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