Diretor do WorldTour vê fragilidade em Tadej Pogacar na Vuelta “com vento lateral tudo pode acontecer”, assista o vídeo
Os britânicos Geraint Thomas e Luke Rowe analisaram as primeiras etapas da Vuelta a España 2026 no mais recente episódio do podcast Watts Occurring, programa que a dupla tradicionalmente apresenta.
Entre os assuntos discutidos esteve a impressionante vitória de Tadej Pogacar na 4ª etapa, quando o esloveno atacou a cerca de 50 km da chegada e, depois de um forte trabalho da Decathlon CMA CGM, cruzou a linha de chegada com 2min39s de vantagem sobre o 2º colocado, Jarno Widar (Lotto-Intermarché).

“Infelizmente, estamos disputando o 2º lugar“
Para Luke Rowe, atualmente diretor esportivo da Decathlon CMA CGM, não há razão para esconder a realidade da situação enfrentada pela equipe no confronto com um dos maiores ciclistas da história.
“Infelizmente, estamos disputando o 2º lugar, assim como todo o pelotão. Muitos vão criticar, quando você tenta controlar, pressionar os rivais, Pogacar simplesmente domina”, admite o britânico.
“Sempre tem críticos, mas você tem que jogar como seu líder pede, e proteger o Felix Gall (capitão da Decathlon CMA CGM)”, iniciou Rowe.

“Você não vai competir se ele estiver fazendo 7 W/Kg“
Geraint Thomas, que encerrou a carreira profissional no ano passado e atualmente é diretor esportivo na Netcompany-Ineos, concordou com a avaliação de seu companheiro de podcast. Para o britânico, tentar enfrentar Tadej Pogacar diretamente em uma etapa dominada pelas montanhas é uma estratégia com poucas chances de sucesso.
“Você não vai competir com ele faltando 50 km para o final, se ele estiver fazendo 7 watts por quilo, porque você sabe que simplesmente não dá para fazer isso”, afirmou Geraint Thomas.

“Em dias de vento lateral, tudo pode acontecer”
Apesar do domínio de Tadej Pogacar, isso não significa que as equipes devam simplesmente abandonar qualquer tentativa de enfrentá-lo. Na visão de Geraint Thomas., é necessário identificar situações em que o esloveno possa estar mais vulnerável.
“Se você analisar os cenários em que ele pode perder tempo, não será nas subidas, nem nos dias de sprint, mas em dias de vento lateral, onde tudo pode acontecer” afirmou Thomas.
O britânico complementou destacando principalmente os dias com vento lateral como oportunidade para tentar colocar pressão sobre o líder da UAE Emirates-XRG.
“Não vai tentar ir contra ele antes na montanha, mas em dia de vento, você sempre pode tentar algo para desgastá-lo”, concluiu Geraint Thomas.