Disputa francesa no Tour de Suisse: João Almeida pressiona, Vauquelin se irrita e Grégoire se defende
Romain Grégoire (Groupama-FDJ) e Kévin Vauquelin (Arkéa B&B Hotels) ainda lutam pela vitória no Tour de Suisse, mas agora veem o português João Almeida (UAE Emirates-XGR) se aproximar após a etapa desta quinta-feira.
O português recuperou 1 minuto da desvantagem que tinha em relação ao líder ao se lançar em um ataque solitário, aproveitando-se da falta de cooperação no grupo perseguidor, fator que provocou a insatisfação de Vauquelin, que passou a concentrar seus esforços principalmente sobre seu compatriota Grégoire.

Ataque de João Almeida expõe desunião entre franceses
João Almeida escolheu o Splügenpass para atacar e iniciou a longa descida rumo a Piuro com uma vantagem considerável. Faltando ainda 49 km até a meta, o português partiu para um voo solo em direção à vitória. No entanto, os perseguidores não conseguiram trabalhar em conjunto, permitindo que Almeida ampliasse suas chances.
Vauquelin: “João Almeida nunca teria vencido”
Irritado com a falta de cooperação no grupo perseguidor, Kévin Vauquelin assumiu a iniciativa. “Decidi acelerar, na esperança de ainda conseguir alcançar Oscar Onley e Ben O’Connor, que haviam escapado antes”.

“Consegui colocar Romain na minha roda, mas ele não quis cooperar. Disse que não podia mais assumir o controle. Mas quando ataquei novamente, ele indicou que precisava fazer escolhas”, relatou ao L’Équipe.
“Então ele decidiu me seguir, o que sempre faz. É uma pena, porque se tivéssemos decidido ir com vários ciclistas, João Almeida nunca teria vencido. É preciso respeitar o estilo de corrida dele (Grégoire), mas é uma pena. Perdemos tanto tempo desnecessariamente.”

Grégoire responde: “Foi o melhor que consegui fazer”
O líder da classificação geral encara a situação com mais serenidade. “Eu sabia que haveria ataques. Decidi focar principalmente nos ciclistas que estavam mais próximos de mim na classificação, principalmente no Vauquelin. Ele ficou um pouco bravo comigo, mas foi o melhor que consegui fazer.”
Apesar das críticas, Grégoire ainda vê o saldo como positivo. “Posso relembrar um dia de sucesso, porque ainda tenho a camisa amarela. O fato de Onley e O’Connor terem me tirado um pouco do tempo é o que é”, finalizou o francê.