“É assim que encaro agora, com raiva” após frustração, capitão do WorldTour busca recuperação no Tour de France 2026
Depois de viver uma temporada extraordinária em 2024, onde vestiu a camisa de líder da Vuelta a España por 13 etapas, o australiano Ben O’Connor enfrentou um cenário bem diferente em 2025.
No entanto, uma queda comprometeu suas chances na Classificação Geral do Tour de France, seguida por outro tombo na Vuelta. “Fiquei furioso, foi muito deprimente”, desabafou o ciclista.
Com o início do calendário de ciclismo na Austrália e uma mentalidade renovada, O’Connor acredita que encontrou a chave para um bom resultado no Tour de France 2026, conforme afirmou ao CyclingNews.

“É de longe a maneira mais divertida de disputar o Tour de France”
Em 2024, o australiano venceu a 6ª etapa e terminou em 2º lugar na Classificação Geral da Vuelta a España, além de ser Vice-Campeão Mundial, ficando atrás apenas de Tadej Pogacar.
Ao se transferir para a Jayco AlUla em 2025, a expectativa era manter essa sequência de sucesso. Os problemas começaram logo na 1ª etapa do Tour de France, quando O’Connor caiu, cruzando a linha de chegada na 160ª posição e abandonando qualquer ambição na classificação geral.

“É de longe a maneira mais divertida de disputar o Tour“
A frustração, porém, acabou servindo como combustível para mudar o foco e buscar uma vitória de etapa. “É de longe a maneira mais divertida de disputar o Tour”, afirmou o australiano.
“Disputar uma boa posição na classificação geral é péssimo. A corrida é fantástica nesse momento, até que, de repente, deixa de ser”, confessa o australiano.
“É assim que encaro agora, dar tudo de mim e ficar com raiva“
Na 18ª etapa, finalmente veio a recompensa: O’Connor venceu no topo do Col de la Loze. “Vencer aquela etapa do Tour foi uma espécie de conquista suprema, porque me fez perceber que sempre é possível reverter a situação se as coisas derem errado”, explicou.
Ele pretende levar esse aprendizado para o futuro. “É assim que estou encarando agora: controlar as expectativas, dar tudo de mim e simplesmente ficar com raiva.”

“O mais importante é manter o ritmo“
O ciclista, que deverá ser o líder da Jayco AlUla no Tour de France, destaca a importância da regularidade. “O mais importante é manter o ritmo”, disse.
“No geral, sou bastante consistente. Quando você chega ao ponto certo, precisa continuar. E se não conseguir, você recomeça, para que seu corpo esteja pronto para voltar àquele nível”, afirmou o australiano, explicando sua filosofia de trabalho.
“Sei que tenho potencial, só não consegui demonstrá-lo ainda“
Mesmo que 2026 seja o último ano de seu contrato com a Jayco AlUla, O’Connor afirma se sentir respaldado internamente.
“Há uma compreensão das emoções e da maneira como os ciclistas trabalham. Isso é muito bom”, ressaltou. O objetivo é claro: voltar ao patamar apresentado 2 anos atrás. “Sei que tenho potencial, só não consegui demonstrá-lo ainda”, finalizou o australiano.