“É uma subida perfeita para João Almeida” Johan Bruyneel analisa a 2ª etapa da Vuelta a España, assista o vídeo

Após a conquista de Jasper Philipsen na 1ª etapa da Vuelta a España 2025, o pelotão segue rumo aos Alpes Italianos para a primeira chegada em alto, uma das várias previstas nesta edição. A etapa promete ser o primeiro verdadeiro teste para os candidatos à classificação geral.

No podcast The Move, Johan Bruyneel e Spencer Martin analisaram o que ocorreu no dia inaugural e projetaram os cenários para o segundo dia de competição, neste domingo, quando nomes como Jonas Vingegaard, João Almeida e Giulio Ciccone podem ser os protagonistas.

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Jasper Philipsen foi o grande vencedor da 1ª etapa da Vuelta a España

“Ficou bem evidente que o pelotão de Philipsen estava bem à frente dos demais”

Comentando o que aconteceu na abertura, Bruyneel destacou a previsibilidade da etapa e a superioridade do belga.

“Foi mais ou menos o que esperávamos. Uma etapa completamente plana, uma fuga de 5 ou 6 ciclistas que foram alcançados e um sprint em massa. Acho que ficou bem evidente que o pelotão de Philipsen estava bem à frente dos demais e ele a finalizou com bastante autoridade.”

A 1ª chegada em alto: “acho que o Ciccone vence”

A 2ª etapa traz a primeira chegada ao alto da competição, com um trecho final de 10 km a 5,5% de inclinação. “Vamos falar sobre o que está por vir. Na segunda etapa, temos uma chegada alta, 10 km a 5,5%. Não é o Angliru, mas é um bom teste” propõe Spencer Martin.

“Acho que o Ciccone vence. Acho que a Lidl-Trek provavelmente já tem essa ideia em mente há algum tempo”, afirma Johan Bruyneel.

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Spencer Martin e Johan Bruyneel

“O cara está em ótima forma. Ele é muito bom em chegadas como essa, superando alguns dos melhores ciclistas do esporte em subidas assim. Acho que ele consegue. Acho que ele assume a camisa vermelha.”

Segundo Bruyneel, caso Ciccone assuma a liderança, poderá carregar uma responsabilidade maior no decorrer da prova, abrindo margem para outros candidatos à classificação geral adotarem uma postura mais cautelosa.

Jonas Vingegaard pode surpreender

Spencer Martin acrescentou que o perfil final da etapa pode favorecer também o bicampeão do Tour de France.

“Se eu tivesse que escolher um ciclista, e não sei se este é o curinga ou o favorito, seria Jonas Vingegaard. Os últimos 5 km têm 6,5% de inclinação. Eu não ficaria chocado se ele vencesse esta etapa e marcasse sua autoridade logo no início da corrida.”

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“Chegada sob medida para Ciccone”

Apesar disso, Bruyneel ponderou que talvez seja cedo para o dinamarquês se expor: “Embora eu ache que para Vingegaard talvez seja cedo, a etapa em si não é tão difícil. Para mim, é uma chegada feita sob medida para Ciccone.”

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“É uma subida perfeita para João Almeida”

Na conversa, os comentaristas fizeram questão de destacar também o português João Almeida, que chega à Vuelta após a queda no Tour de France.

“Não vamos nos esquecer do João Almeida. Ele tem se preparado especificamente para isso também. É uma subida perfeita para ele desde que caiu no Tour”, afirma Johan Bruyneel.

“Ele estava em uma forma incrível. Sabe, geralmente quando você tem um problema que não é muito grave estando em ótima forma, você volta extremamente bem. Recupera-se mais rápido porque já está em boas condições. Então, sim, Almeida também é candidato.”

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Bruyneel ainda comentou sobre informações recebidas a respeito do período de recuperação do ciclista de Caldas da Rainha:

“Alguém me enviou no Instagram uma citação que eu não gostei, de que ele ficou 10 dias sem correr depois da queda no Tour”.

“Parece ruim, eu acho, mas se você considerar que ele estava em excelente forma antes, talvez uma pausa de uma semana e meia em julho antes de aumentar o ritmo para a Vuelta não seja a pior coisa. Mas veremos”, finalizou Johan Bruyneel.

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