Eddy Merckx reage à vitória de Tadej Pogacar “me deixou sem palavras, honestamente, eu não esperava”
A impressionante vitória de Tadej Pogacar na clássica italiana Milan-San Remo segue repercutindo. Nem mesmo o lendário Eddy Merckx, o maior ciclista da história, conseguiu esconder sua admiração pelo feito do esloveno da UAE Emirates XRG.
Sete vezes vencedor do Monumento italiano (1966, 1967, 1969, 1971, 1972, 1975 e 1976), o belga admitiu que não esperava ver Tadej Pogacar triunfar dessa maneira.

“Ele me deixou sem palavras. Honestamente, eu não esperava que ele vencesse assim”
Em entrevista ao Eurosport, Eddy Merckx destacou o impacto da performance do atual campeão mundial: “Ele me deixou sem palavras. Eu esperava que ele vencesse assim? Honestamente, não. Acho que isso pode ser considerado uma de suas maiores conquistas”, afirmou.
O ex-ciclista também ressaltou a postura do esloveno durante momentos decisivos da corrida, especialmente após incidentes no percurso:
“Sua reação após a queda foi a de um verdadeiro campeão. Fiquei surpreso com Mathieu van der Poel no Poggio. O fato de Mathieu não ter conseguido manter o ritmo é mérito de Pogacar.”

“Ele lançou o sprint na frente, não há dúvidas sobre quem é o mais forte”
Além da atuação nas subidas, Merckx fez questão de destacar a forma como Pogacar definiu a corrida no sprint final, comparando sua performance com a de um de seus principais rivais:
“Ele lançou o sprint na frente com a mesma potência e convicção de Van der Poel no ano passado. Se você faz um sprint assim e ninguém consegue te ultrapassar, não há dúvidas sobre quem é o mais forte.”
O belga ainda apontou que a vitória demorou mais do que o esperado para acontecer: “Pogacar merecia uma vitória em na Milan-San Remo, e é realmente estranho que ele ainda não tivesse vencido esta prova.”

“Tadej Pogacar não tem limites”
Com a conquista em San Remo, surge inevitavelmente uma nova questão no pelotão internacional: até onde Pogacar pode chegar? A possibilidade de vencer a Paris-Roubaix, a mais dura das clássicas, já entrou no debate.
Para Merckx, essa hipótese não parece exagerada: “Já está claro que ele não tem limites; o que mais ele precisa fazer?”

O belga ainda relembrou o desempenho do esloveno na edição anterior da prova francesa, destacando que o resultado poderia ter sido diferente sem um imprevisto:
“No ano passado, ele caiu nos paralelepípedos; caso contrário, teria disputado a vitória com Van der Poel no velódromo, e quem sabe como isso teria terminado. Claro, a sorte desempenha um papel maior nos paralelepípedos do que o normal, então ele precisará que a sorte esteja do seu lado.”
