Giro d’Italia 2026: Alberto Contador analisa a estratégia de Jonas Vingegaard “é a coisa certa e mais inteligente a fazer”
Durante a transmissão da 15ª etapa do Giro d’Italia pelo canal Eurosport o vencedor do Giro, do Tour e da Vuelta, Alberto Contador exaltou a atuação de Jonas Vingegaard e da Visma-Lease a Bike.
O dinamarquês lidera a Classificação Geral após vencer 3 etapas, com uma vantagem de 2min 26seg sobre Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) e 2min 50seg em relação a Felix Gall (Decathlon CMA CGM), encaminhando sua conquista para a reta final da competição.

“Ele está se desgastando o mínimo possível”
Apesar da liderança confortável no Giro, o grande objetivo de Jonas Vingegaard continua sendo o Tour de France. Por isso, o dinamarquês vem adotando uma postura evitando um desgaste excessivo, algo que também foi comentado por Alberto Contador durante a transmissão da Eurosport.
“Ele está pensando um pouco a longo prazo. Tentando manter o desgaste da equipe o mais baixas possível. E o dele (Vingegaard) também. Gastando o mínimo possível, tendo julho em mente, pensando no Tour de France”, iniciou Alberto Contador.

“É a coisa certa e mais inteligente a fazer”
Na visão do espanhol, a maneira como Vingegaard vem administrando a corrida é a mais inteligente possível, especialmente considerando que o dinamarquês já conquistou 3 etapas no Giro e tem como foco principal o Tour de France, onde enfrentará o melhor ciclista da atualidade, Tadej Pogacar (UAE Emirates).
“Do meu ponto de vista, é a coisa certa e mais inteligente a fazer. Ele já tem 3 vitórias de etapa. Ele não tem aquela necessidade de dizer ‘vamos lá, eu tenho que ganhar’. Acho que ele precisa estar focado no Tour de France, e tenho certeza de que está”, salientou o vencedor de 7 Grand Tours.

“Ele não pode ser tão dominante, atacando de tão longe“
Por fim, Contador procurou prever a estratégia da Visma-Lease a Bike na semana final da competição. Segundo ele, Vingegaard deverá apresentar uma abordagem mais controlada, evitando esforços desnecessários.
“Trata-se de ser um pouco mais conservador. Ele não pode ser tão dominante, controlando a corrida, atacando de tão longe, mas sim tentar conservar energia para chegar ao Tour de France na melhor forma possível”, encerrou Alberto Contador.