Giro d’Italia 2026 revela seu percurso completo, confira todas as etapas e altimetrias
O Giro d’Italia de 2026 teve seu percurso finalmente revelado. A competição inicia em 08 de maio na Bulgária e se encerrará com sua tradicional chegada em Roma no dia 31 de maio.
Pela primeira vez na história, a Bulgária receberá a largada de um Grand Tour, que em 2026 terá 3.459 km e um total de 49.150 metros de desnível acumulado, durante as 21 etapas, sendo 3 delas realizadas em solo búlgaro.

Após a 3ª etapa em território búlgaro, o pelotão ruma à Itália através de um deslocamento aéreo e, após o dia de descanso na segunda-feira, a competição será retomada na terça (12.05). A semana promete ser exigente, marcada por várias chegadas em montanha e a tradicional chegada em Nápoles.
Longo contrarrelógio 2ª na semana e muitas montanhas na semana final
A segunda semana começa com um dia decisivo para a disputa pela camisa rosa: um contrarrelógio extenso, com 40 km. Além de 2 etapas voltadas aos sprinters, o destaque fica para a 14ª etapa, uma jornada de montanha na região de Aosta. No dia seguinte, os sprinters terão sua chance em Milão.

3ª semana com a Etapa Rainha e homenagem a Marco Pantani
E, como já é tradição, o Giro d’Italia guarda suas maiores dificuldades para a reta final. A 3ª semana traz 3 chegadas ao alto, uma a Etapa Rainha e outra, com a icônica chegada em Piancavallo, (20ª etapa), onde Marco Pantani fez história, além de 2 etapas marcadas por terreno constantemente ondulado.

O encerramento do Giro d’Italia 2026 ocorre na 21ª etapa, em Roma, onde os velocistas terão a última oportunidade de brigar pela vitória.

Confira todas as etapas do Giro d’Italia 2026
Etapa 1 – Sexta-feira, 8 de maio de 2026: Nessebar – Burgas (156 km)
A abertura do Giro d’Italia 2026, na Bulgária, apresenta uma etapa totalmente plana, já indicando que a 1ª Maglia Rosa da competição pertencerá a um sprinter.

Etapa 2 – sábado, 9 de maio de 2026: Burgas – Veliko Tarnovo (220 km)
Na segunda etapa, após um início plano, o trecho central apresentará 2 subidas para atravessar a principal cordilheira da Bulgária. A chegada apresenta uma dura ascensão a poucos km de Veliko Tarnovo: a subida do Mosteiro de Lyaskovets (3,5 km a 7,5%, com um longo trecho com inclinação acima dos 10%).

Etapa 3 – Domingo, 10 de maio de 2026: Plovdiv – Sofia (174 km)
Na 3ª e última etapa na Bulgária, uma única subida (Borovets), praticamente no meio do percurso, caracteriza a jornada, antes do pelotão rumar à Italia. Uma chegada em sprint em Sofia, é o cenário mais provável.

Etapa 4 – terça-feira, 12 de maio de 2026: Catanzaro – Cosenza (144 km)
Após o dia de transferência para a Itália, a fuga terá uma oportunidade. Com somente uma montanha categorizada, os aventureiros do dia poderão ter sucesso após a escalada do Cozzo Tunno. Depois da descida somente 20km restarão até a linha de chegada.

Etapa 5 – Quarta-feira, 13 de maio de 2026: Praia a Mare – Potenza (204 km)
A 5ª etapa do Giro reserva mais uma oportunidade aos escapados. Agora especialmente aos escaladores. A etapa apresenta seus 27 quilômetros iniciais em subida, onde a fuga deve se formar. Após isso, somente uma subida categorizada aguardará o pelotão, até a chegada em Potenza, após 204 km.

Etapa 6 – Quinta-feira, 14 de maio de 2026: Paestum – Nápoles (161 km)
A tradicional etapa com chegada em Nápoles será uma disputa entre os sprinters. Entretanto, uma série de curvas antes da chegada acendem o alerta para possíveis quedas.

Etapa 7 – sexta-feira, 15 de maio de 2026: Formia – Blockhaus (246 km)
A etapa mais longa do Giro d’Italia 2026, de 246 km, significa uma grande mudança na competição, com chegada na lendária montanha BlockHaus (13,5 km a 8,1%), na região dos Abruzzo. Uma das subidas mais difíceis de toda a edição de 2026, especialmente por ser feita pelo lado de Roccamorice, o mais desafiador.

Etapa 8 – Sábado, 16 de maio de 2026: Chieti – Fermo (159 km)
Após essa decisiva etapa de montanha em Abruzzo, o pelotão encara no dia seguinte um desafio ainda mais complicado. O trajeto até Fermo é marcado por uma sequência de rampas curtas e muito inclinadas, exatamente o tipo de terreno típico da Tirreno-Adriatico.

Etapa 9 – Domingo, 17 de maio de 2026: Cervia – Escala Corno Alle (184 km)
O percurso começa plano, depois segue com um terreno cada vez mais ondulado até chegar aos Apeninos Toscano-Emilianos, terminando em subida no Corno alle Scale (Rifugio Cavone). A subida final alterna rampas íngremes com trechos mais fáceis e diferenças de tempo devem acontecer.

Etapa 10 – terça-feira, 19 de maio de 2026: Viareggio – Massa (CRI-40,2 km)
Na região da Toscana, os organizadores prepararam um percurso plano de contrarrelógio (com apenas 50 metros de ganho de elevação) entre Viareggio e Massa. Aqui os especialistas deverão fazer a diferença.

Etapa 11 – quarta-feira, 20 de maio de 2026: Porcari – Chiavari (178 km)
Etapa ondulada com uma segunda metade exigente pelas Cinque Terre (Levanto). Rampa final duríssima aguarda o pelotão em San Bartolomeo, pouco antes da linha de chegada.

Etapa 12 – Quinta-feira, 21 de maio de 2026: Imperia – Novi Ligure (177 km)
Uma chegada em sprint é o cenário mais provável. As duas montanhas no meio do percurso dificilmente evitará que o pelotão não finalize a etapa unido.

Etapa 13 – sexta-feira, 22 de maio de 2026: Alexandria – Verbania (186 km)
A “calma antes da tormenta”. A 13ª etapa deverá assistir o triunfo de um sprinter, ou até mesmo, em um descuido do pelotão, o triunfo da fuga. Todos estarão de olho na etapa que acontecerá no dia seguinte.

Etapa 14 – sábado, 23 de maio de 2026: Aosta – Pila (133 km)
A semana se aproxima do fim com a dura chegada em Pila. É uma subida digna do Tour, com uma estrada relativamente larga e uma inclinação constante: 17 km a 7%.
Pila é uma daquelas subidas onde quem ainda estiver bem pode fazer uma diferença significativa. Mas, acima de tudo, Pila surge ao final de uma etapa muito dura: 133 km e mais de 4.400 metros de altimetria acumulada.

Etapa 15 – domingo, 24 de maio de 2026: Voghera – Milão (136 km)
Uma etapa plana na capital da moda está reservada antes do 2º dia de folga do Giro 2026. E uma nova oportunidade aos sprinters é o cenário mais provável para o final.

Etapa 16 – Terça-feira, 26 de maio de 2026: Bellinzona – Cari (113 km)
A semana final começa com a curta, porém intensa, travessia da fronteira para a Suíça. A subida de Carì é difícil e pode ser considerada a surpresa desta corrida: são 11 km com uma inclinação superior a 8%. Sem mencionar que acontece depois do dia de descanso.

Etapa 17 – Quarta-feira, 27 de maio de 2026: Cassana d’Adda – Andalo (200 km)
A competição se encaminha para o seu final e a 17ª etapa, após 50 km planos apresenta um percurso em constante subida com até a chegada em Andalo, após 200km da largada.

Etapa 18 – quinta-feira, 28 de maio de 2026: Fai Della Paganella – Pieve Di Soligo (167 km)
A 18ª etapa do Giro d’Italia 2026 é a típica etapa da transição, antes da Etapa Rainha. O pelotão deverá estar poupando suas energias para as duas últimas etapas com montanhas, que devem decidir a competição.

Etapa 19 – sexta-feira, 29 de maio de 2026: Feltre – Piani di Pezze (151 km)
A Etapa Rainha. Os ciclistas que disputam a classificação geral estarão especialmente atentos à etapa nas Dolomitas entre Feltre e Piani di Pezzè.
Com nada menos que 6 montanhas categorizadas, iniciando com o Passo Duran, incluindo o temível Passo Giau (Cima Coppi do Giro 2026) e o Passo Falzarego ao longo do percurso, a etapa termina com a chegada ao alto no Piani di Pezzè.

Etapa 20 – sábado, 30 de maio de 2026: Gemona Del Friuli – Piancavallo (199 km)
A penúltima etapa começa em Gemona del Friuli, de onde os ciclistas passarão pelos municípios de Buja, Majano e Colloredo di Monte Albano, passando pelo Lago Barcis até Aviano.
A chegada será na subida de Piancavallo (14,3 km a 7,9%), onde Marco Pantani bateu Pavel Tonkov em 1998, vencendo o Giro d’Italia, deverá ser percorrida duas vezes, com a chegada ao alto.

Etapa 21 – Domingo, 31 de maio de 2026: Roma – Roma (131 km)
A chegada apoteótica em Roma tradicionalmente caracteriza o Giro d’Italia e neste ano não será diferente. Em uma etapa totalmente plana, os sprinters terão sua última oportunidade para brilhar.
