Giro d’Italia multa ciclistas após inusitado uso de “garrafas de urina”, ciclista da Visma-Lease a Bike utilizaria o método
Diariamente, ao término de cada etapa do Giro d’Italia 2026, os organizadores divulgam o relatório oficial com todas as penalidades aplicadas pelo júri da competição. Após a 9ª etapa os comissários emitiram um comunicado específico que chamou a atenção do pelotão.
Nos últimos dias, alguns ciclistas foram punidos por urinarem à vista do público. Conforme estabelece o Artigo 2.12.007-8.6 do regulamento da UCI, esse tipo de infração resulta em multa de 200 francos suíços.

“Por respeito à imagem do Giro d’Italia”
Em razão disso, a organização reforçou uma advertência bastante clara: “Por respeito à imagem do ciclismo e do Giro d’Italia, a organização e o comitê informam a todos os ciclistas que é absolutamente proibido urinar em uma garrafa de água e depois jogá-la fora”, dizia o comunicado oficial divulgado após a etapa com chegada no Corno alle Scale.
“A ‘garrafa de xixi’ não é exatamente um fenômeno novo“
Apesar do tom enfático da nota, os próprios ciclistas minimizaram a ideia de que o uso da chamada “garrafa de xixi” seja algo amplamente disseminado no pelotão.
Em entrevista ao Sporza, o experiente Oliver Naesen comentou com bom humor que a prática já existe há bastante tempo. “A ‘garrafa de xixi’ não é exatamente um fenômeno novo. Eu sei disso desde os tempos de Peter Sagan; ele fazia isso com frequência”, afirmou entre risos.
Na sequência, o belga acrescentou: “Só conheço dois que fazem isso: Campi (Victor Campenaerts) e Sagan.”
Naesen o segue. “Todo mundo está se animando para isso; as garrafas de água são muito cobiçadas pelos italianos. Posso muito bem imaginar que algumas pessoas estejam negativamente surpresas.”

“Corremos por áreas urbanas durante a última hora e meia”
Ao ser questionado sobre o assunto, Victor Campenaerts (Visma-Lease a Bike) preferiu responder de maneira curta e descontraída. “Não faço ideia do que se trata”, disse o ciclista, exibindo um sorriso.

“Eu não gostaria de ser a pessoa que pega a garrafa de água”
Outro nome citado na discussão foi o de Arjen Livyns (XDS Astana). O belga reconheceu que já viu a prática sendo utilizada e mencionou Victor Campenaerts como um dos primeiros a adotá-la. “Acho que Victor Campenaerts foi um dos primeiros que vi fazendo isso.”
“Entendo que essa não seja a situação mais agradável para quem está assistindo de fora”, diz Livyns. “Eu não gostaria de ser a pessoa que pega a garrafa de água nessa hora.”

Livyns também explicou que, em determinadas etapas, encontrar um local apropriado para parar pode se tornar bastante complicado. “Na etapa para Nápoles, corremos quase exclusivamente por áreas urbanas durante a última hora e meia”, relatou.
Segundo ele, bastaria um pequeno trecho sem a presença de torcedores para resolver a situação: “Eu só preciso de 100 metros sem espectadores”, finalizou o ciclista da XDS Astana.