Gregário de Jonas Vingegaard admite mudanças para o Giro e Tour “muita coisa terá que mudar”, assista o vídeo
A capacidade da Visma-Lease a Bike como a principal rival da UAE Emirates nos Grand Tours, em 2026 é uma das grandes questões que rondam o pelotão internacional.
A equipe assistiu as saídas de Dylan van Baarle, Tiesj Benoot, Attila Valter e Cian Uijtdebroeks, além da surpreendente aposentadoria de Simon Yates, no início de janeiro.
Ainda assim, segundo Sepp Kuss, que será gregário de Jonas Vingegaard no Giro e no Tour em 2026, a equipe holandesa continua tendo argumentos sólidos para permanecer no topo, conforme revelou em entrevista ao WielerFlits.

“Muita coisa terá que mudar em termos de planejamento e calendário”
Até o momento, a Visma-Lease a Bike não contratou um nome específico para substituir sua principal perda: Simon Yates. Sepp Kuss admite que ajustes serão necessários para fechar a lacuna. “Internamente, muita coisa terá que mudar em termos de planejamento e calendário”.
“Havia algumas corridas em que ele estava escalado para liderar, teremos que fazer ajustes nesse sentido. Para o Tour de France, você sempre quer ter a equipe mais forte possível na largada. Sem ele, teremos que procurar outros ciclistas ou ajustar a estratégia.”

“Pessoalmente, para mim, a saída de Simon não mudará muita coisa”
Sepp Kuss descarta um aumento de responsabilidade após a saída do britânico. “Não me atreveria a dizer. Pessoalmente, para mim, a saída de Simon não mudará muita coisa”.
“Não me interpretem mal: não é fácil substituir alguém como Simon de última hora. Muito menos conseguir fazer isso nos próximos 2 anos. Simon era um excelente ciclista, mas não temos outra escolha senão seguir em frente com nossas vidas.”

Disputa com a UAE: “Não devemos nos preocupar com o que os outros estão fazendo”
Kuss também comentou a crescente rivalidade com a UAE Emirates e o fortalecimento de outras equipes no cenário internacional.
“Acho que todos nós vimos o quão fortes muitas equipes estão agora. Não dá para negar que a UAE Emirates, assim como a Red Bull BORA (Remco Evenepoel) e a Lidl-Trek (Juan Ayuso), têm equipes e ciclistas fortes.
“Nós também temos um dos ciclistas mais fortes, o Jonas (Vingegaard). Isso é o que mais importa, essa liderança forte. Já vimos bastante disso. Além disso, não devemos nos preocupar com o que os outros estão fazendo.”
Ao ser questionado se sente que essas equipes estão disputando diretamente o espaço da Visma, Kuss foi direto: “Já sentimos isso há anos. Quando você está no topo, todos estão de olho e tentando te ultrapassar. Isso é perfeitamente normal. Também é bom para o desenvolvimento pessoal”.

Gregário de Vingegaard no Giro d’Italia e no Tour de France
Apesar de voltar a atuar como gregário de Vingegaard tanto no Giro d’Italia, como no Tour de France, Kuss surpreende ao não garantir presença imediata na Vuelta a España, seu Grand Tour favorito.
“Se há uma corrida que eu não gostaria de perder, é a Vuelta. Vamos ver como a temporada se desenrola, mas estou particularmente ansioso para disputar o Giro. Só participei duas vezes. É divertido fazer coisas novas e diferentes”.
“Isso me motiva a correr com um programa um pouco diferente. Depois disso, veremos como o resto da temporada se desenrola”, finalizou Sepp Kuss.