Histórico diretor do WorldTour faz duras críticas à Lidl-Trek e Red Bull Bora “são os novos ricos do pelotão”
O histórico dirigente Patrick Lefevere, ex-CEO da Soudal Quick-Step, fez duras críticas à estratégia de mercado da Lidl-Trek e da Red Bull-BORA-hansgrohe em sua coluna publicada neste sábado no jornal belga Het Laatste Nieuws.
Na visão do dirigente belga, as duas equipes alemãs assumiram o papel de “novos ricos” do pelotão internacional.

“A Lidl-Trek e a Red Bull BORA são os novos ricos do pelotão“
“A Lidl-Trek e a Red Bull-BORA-hansgrohe são os novos ricos do pelotão e se comportam como tal: gastam muito dinheiro em tudo o que está na moda, mas a questão é se tudo isso combina”, inicia o belga de 71 anos.
Lefevere também comentou sobre as cifras envolvidas nas recentes movimentações do mercado de transferências, citando o nome de Juan Ayuso, atualmente na Lidl-Trek.
“Como CEO da Soudal Quick-Step, perguntei sobre Juan Ayuso na UAE Team Emirates. ‘Impossível’, disse o diretor esportivo Joxean Matxin, ‘isso custaria pelo menos 15 milhões de euros’. Não era exatamente o que nos interessava, mas alguns meses depois Ayuso estava de fato na Lidl-Trek.”

O belga ainda mencionou rumores envolvendo outra negociação. “Também ouvi falar de um valor referente à transferência de Derek Gee-West; não é concreto o suficiente para repetir agora, mas digamos que eu acharia até a metade disso um exagero.”

“Andy Schleck é um cara muito simpático, mas nunca um CEO”
Outro tema abordado por Lefevere foi a nomeação do ex-campeão do Tour de France de 2010, Andy Schleck para o cargo de CEO. O ex-dirigente questionou a escolha, embora tenha ressaltado que o luxemburguês merece a oportunidade de mostrar seu valor.
“Quanta sabedoria e avaliação foram necessárias para a nomeação de Andy Schleck como o novo CEO?”, questionou Patrick Lefevere.
“Admito: não o conheço pessoalmente e ele merece uma chance de provar o contrário, mas quando o encontrei no Tour nos últimos anos como o rosto da Skoda, sempre o vi como um cara muito simpático, mas nunca como um CEO”, afirma Lefevere.

“Uma dança das cadeiras um mês antes do Tour de France“
Por fim, Lefevere afirmou que o momento escolhido para a reestruturação foi inadequado, especialmente pela proximidade com o Tour de France, principal prova do calendário mundial.
“O que mais me impressiona é o momento escolhido para toda a operação. Uma verdadeira dança das cadeiras um mês antes do Tour de France. Se Juan Ayuso ou Mattias Skjelmose conseguirem algum resultado, será apesar da reorganização, e certamente não por causa dela”, concluiu Patrick Lefevere.