João Almeida analisa contrarrelógio da Volta a Valência e projeta próximas etapas “ainda temos uma corrida muito boa pela frente”, assista o vídeo
João Almeida (UAE Emirates-XRG) falou com a imprensa logo após a chegada do contrarrelógio da 2ª etapa da Volta a la Comunitat Valenciana.
O português comentou as dificuldades impostas pelo vento forte, que levaram a organização a não contabilizar os tempos para a Classificação Geral, além de determinar o uso de bicicletas tradicionais, decisão acertada, segundo João: “Usar a bicicleta de contrarrelógio não seria boa decisão”.

“Usar a bicicleta de contrarrelógio não seria boa decisão”
Questionado sobre a sensação de risco durante o esforço individual, Almeida foi direto: “Sim, algumas rajadas de vento estavam fortes, principalmente quando você vinha de um trecho fechado e de repente se encontra em um lugar aberto. Mas algumas rajadas estavam realmente extremas”.
Ainda assim, ele relativizou a situação: “Na verdade, eu não acho que foi tão ruim assim. Mas, sim, acho que usar uma bicicleta de contrarrelógio definitivamente não seria boa decisão.”

“Ainda temos uma corrida muito boa pela frente“
Com a neutralização dos tempos para a geral, a estratégia da corrida sofreu mudanças. O ciclista português explicou seu ponto de vista:
“Para mim era muito bom o contrarrelógio, especialmente porque não havia subidas, ou pelo menos não longas subidas e íngremes, sabe, ainda seria uma corrida muito difícil, mas não a melhor para mim.”
“O contrarrelógio seria uma ótima chance para eu garantir pelo menos um lugar no pódio. Claro que para o Remco (Evenepoel) também é melhor, mas… sim, acho que ainda temos uma corrida muito boa pela frente e precisamos nos concentrar no que está por vir.”

“Eu vi a queda do Mads (Pedersen), tive sorte de não cair”
O português também comentou o episódio da véspera, quando uma queda influenciou o andamento da etapa: “Não, de jeito nenhum. Foi só uma queda. Eu vi a queda do Mads (Pedersen). Tive sorte de não cair também. Então, estou feliz por isso.”
Ele explicou como reagiu após o incidente: “E então, sim, tentei voltar o mais rápido que pude. Mas, sim, ainda consegui voltar. Então, é o que é.”

“Talvez haja pelotões amanhã“
Pensando no que vem pela frente, João Almeida reforçou a atenção às condições climáticas e às possibilidades táticas: “Sim, o vento está forte. Talvez haja pelotões amanhã. Nunca se sabe, mas sim, estaremos prontos.”
Mesmo reconhecendo que perdeu uma oportunidade na etapa anterior, o foco segue intacto: “Ontem, eu não estava no grupo. Na verdade, eu estava animado para isso, mas… sim, ainda há muita corrida pela frente”, finalizou João Almeida.