Jonas Vingegaard comenta a tensão na Paris-Nice “queríamos que a chegada fosse um pouco antes”, assista o vídeo
Após a realização da 7ª etapa da Paris-Nice, o líder da Classificação Geral, Jonas Vingegaard, concedeu entrevista analisando as circunstâncias desafiadoras do dia.
O dinamarquês da Visma–Lease a Bike falou sobre o clima tenso antes da largada e avaliou as decisões tomadas pela organização diante das difíceis condições climáticas da prova.

“Estávamos realmente a favor da corrida”
Questionado sobre como se sentia na manhã da etapa, marcada por muita incerteza e discussão entre equipes e organização, Vingegaard explicou que sua equipe era favorável à realização da prova, apesar das dificuldades.
“Nós estávamos e estamos muito a favor da corrida porque, precisamos entender que a Paris-Nice é uma das maiores corridas e eles têm muitos patrocinadores e havia uma etapa hoje que eles queriam fazer, então estávamos realmente a favor da corrida.”

“A linha de chegada era aqui, talvez não fosse possível”
Apesar do apoio à realização da etapa, Vingegaard destacou que a antecipação da chegada poderia ter sido diferente para reduzir riscos aos ciclistas. “A linha de chegada era aqui, talvez não fosse possível, teria sido melhor que a linha de chegada fosse antecipada para 10 km para o fim.”
Nos quilômetros finais, a combinação de chuva e frio deixou o asfalto escorregadio, situação que, segundo Vingegaard, contribuiu para os acidentes que ocorreram no pelotão, chegando a atingir Harold Tejada (XDS Astana).
“Agora parece que houve algumas quedas no final. Talvez porque estava escorregadio. Parecia bastante escorregadio.”

“Teria sido melhor ter a linha de chegada um pouco antes”
O dinamarquês reforçou que, diante desse cenário, antecipar a chegada poderia ter sido uma solução mais segura para os ciclistas. “Então, nessa situação, sim, provavelmente teria sido melhor ter a linha de chegada um pouco antes e isso é na verdade o que nós também queríamos.”
Por fim, o líder da geral destacou que os ciclistas estão acostumados a competir sob chuva, mas que a presença de neve muda completamente o nível de risco. “Como ciclistas, a chuva faz parte do trabalho, mas, quando há neve, é um pouco diferente“, finalizou Jonas Vingegaard.
