Jonas Vingegaard fala antes da estreia na Paris-Nice “estou aqui para vencer, senão não estaria aqui”
Jonas Vingegaard está pronto para iniciar sua temporada de 2026 na Paris-Nice. Antes da prova, o ciclista dinamarquês concedeu entrevista ao canal Sporza, deixando claro que chega à “Corrida ao Sol” com um objetivo muito definido.
Sem rodeios, o líder da Visma-Lease a Bike foi direto ao falar sobre suas expectativas para a competição. “Estou aqui para vencer”, afirmou Jonas Vingegaard ao Sporza.

“Estou aqui para vencer, senão não estaria aqui”
A Paris-Nice marca a 1ª competição do ano para Jonas Vingegaard, que em 2026 adotou um calendário de diferente do habitual, incluindo a participação no Giro d’Italia.
“Estou aqui para vencer, senão não estaria aqui. Essa é, na verdade, a minha ambição sempre que começo uma corrida.”
“É minha primeira corrida do ano, então sempre existe alguma incerteza sobre minha forma. Tive um bom inverno e treinei bem. Mas os outros já correram. Eles sabem melhor onde realmente estão.”

“Cair nunca é agradável, tive que mudar um pouco meus planos“
A preparação de Jonas Vingegaard para o início da temporada acabou sofrendo um pequeno contratempo após uma queda durante um treino. Apesar do susto, o dinamarquês minimizou o ocorrido.
“Na verdade, não foi tão grave assim. Parecia pior do que realmente era. Consegui treinar novamente no dia seguinte, não foi uma queda tão feia. Claro que cair nunca é agradável, mas no fim das contas, não teve muito impacto em mim.”
Após o episódio, outro problema surgiu: uma doença que obrigou o ciclista a ajustar parte do planejamento. “Depois daquele acidente, fiquei doente, o que significou que tive que mudar um pouco meus planos. Mas isso não foi um grande revés. Meu treinamento correu bem e espero estar em boa forma. Estou pronto para correr”, garante ele.

Saída do treinador: “Fiquei triste quando soube que ele estava saindo”
Outro momento delicado para Jonas Vingegaard foi a saída de seu treinador, Tim Heemskerk, que deixou a Visma-Lease a Bike após 8 anos. O dinamarquês destacou a relação com o treinador.
“Trabalhei muito bem com o Tim durante esse período. Ele era mais do que apenas meu treinador. Ele é um bom amigo. Sua saída é uma grande pena, porque sempre gostei de trabalhar com ele. Eu tinha total confiança nele, então é claro que fiquei triste quando soube que ele estava saindo.”
Mesmo reconhecendo a perda, Vingegaard afirma que o trabalho segue com seu novo treinador.
“Tim é difícil de substituir. Ele é um dos melhores treinadores que existem. Mas preciso seguir em frente. Agora tenho um novo treinador, Mathieu (Heijboer). Obviamente, seguimos a mesma filosofia. E conheço Mathieu há 8 anos, então essa conexão já existe. Isso não é um problema.”

“Talvez eu consiga atingir um nível mais alto no Tour de France agora”
Depois da Paris-Nice, o calendário de Jonas Vingegaard inclui ainda a Volta a Catalunya, ainda neste mês. Na sequência, o foco se voltará para sua estreia no Giro d’Italia, antes de disputar novamente o Tour de France.
“Queria experimentar algo diferente na preparação para o Tour”, explica.“Sempre notei que meu desempenho absoluto é maior em uma segunda Grande Volta. Talvez eu consiga atingir um nível mais alto no Tour agora”, espera ele.
O ciclista também admitiu que buscava renovar sua rotina competitiva. “Eu também senti que precisava de uma mudança depois de seguir o mesmo programa nos últimos 5 anos. Este é um novo começo.”

“Tadej Pogacar imbatível? Os analistas podem dizer o que quiserem“
Vencedor do Tour de France e da Vuelta a España, Jonas Vingegaard agora mira o único título de Grand Tour que ainda falta em seu currículo: o Giro d’Italia.
“Quero muito lutar pela vitória no Giro. Já venci o Tour e a Vuelta. Então, claro que o Giro também é uma grande motivação para mim. Poucos ciclistas conseguiram isso antes de mim, então seria ótimo.”
Por fim, Jonas Vingegaard também respondeu às especulações de que sua escolha de calendário poderia ser uma forma de evitar um confronto direto com Tadej Pogacar no Giro d’Italia.
O dinamarquês descartou completamente essa ideia. “Pogacar imbatível? Os analistas podem dizer o que quiserem. Não me preocupo com isso. Estou focado no meu próprio plano”, diz ele secamente.
