Juan Ayuso decepcionado com performance no Mundial “os pavês não me trataram bem, eu poderia ter ficado mais à frente”, assista a entrevista
Juan Ayuso chegou ao Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada como um dos nomes mais cotados para disputar a vitória.
No entanto, assim como o britânico Tom Pidcock, ele viu seu sonho ser interrompido pelo domínio incontestável de Tadej Pogacar, além de sua dificuldade durante os percursos de paralelepípedos da prova.
Em entrevista ao Eurosport após a prova, Ayuso comentou sua atuação, as dificuldades encontradas e seu sentimento em relação ao seu 8º lugar no final, 6 min 47 seg após Tadej Pogacar.

“Como equipe, corremos muito bem”
Ao falar sobre o momento decisivo da corrida, até o ataque de Pogacar, abrindo a corrida, Ayuso destacou o trabalho coletivo da seleção espanhola e o apoio recebido dos companheiros.
“Sim, quando a corrida abriu, eu estava lá e acho que, como equipe, corremos muito bem. Eu estava protegido o dia todo e, graças a Iván Romeo e Abel Balderstone especialmente”.
“Eles me protegeram muito bem nas primeiras 4 horas da corrida, fomos para a grande subida (Mont Kigali) e eu estava me sentindo bem”, destacou o espanhol, que conseguiu, assim como Isaac del Toro acompanhar o esloveno.
O espanhol ressaltou que os esforços mais longos e constantes como o Mont Kigali favorecem seu estilo de pedalada. “Acho que, um esforço mais longo e sustentado, é mais o meu tipo de esforço e, sim, consegui acompanhar Tadej Pogacar, me sentindo muito bem.”
“Os pavês não me trataram bem, talvez o Tour de Flandres seja difícil pra mim”
Ayuso relatou que manteve boa forma até a icônica subida com paralelepípedos, onde enfrentou maior dificuldade.
“Mas então, fizemos a descida e, quando chegamos à pequena subida com o paralelepípedos (Mur de Kigali), fiquei em segurança. Não me mexi e, sim, foi bem difícil. Os pavês não me trataram muito bem hoje.”
“Eu sofri muito, tanto lá quanto no circuito, na subida, que é um esforço mais sustentado e mais longo. Eu estava me sentindo muito bem, mas, acho que talvez o Tour de Flandres seja bem difícil para mim no futuro, se eu correr.”

“Talvez eu pudesse ter ficado naquele grupo um pouco mais à frente”
Questionado sobre arrependimentos após a prova, Ayuso disse estar satisfeito com sua postura diante das circunstâncias. “No final, quando eu fui largado, acho que tomei a decisão inteligente, de parar e esperar pelo grupo, porque no meio eu não estava indo a lugar nenhum.”
Apesar disso, ele reconheceu que ficou perto de um resultado melhor. “É um pouco agridoce porque quando as medalhas foram decididas, eu estava um pouco atrás, no início do pavê e passei a linha de chegada (abrindo a última volta) apenas 10 segundos após o grupo do Remco”.

“Então, é uma droga, porque acho que talvez eu pudesse ter ficado naquele grupo um pouco mais à frente, mas, é o que é.”
Mesmo sem conquistar medalhas, Ayuso finalizou, afirmou que sai satisfeito com seu desempenho e esforço. “Eu acho que sim, dentro das circunstâncias, eu dei tudo de mim e estou muito feliz.”