Juan Ayuso projeta duelos decisivos no Critérium du Dauphiné “não vejo uma diferença muito, muito grande”, assista a entrevista
Juan Ayuso, da Lidl-Trek, falou com a imprensa nesta sexta-feira, pouco antes da largada da 6ª etapa do Critérium du Dauphiné.
O espanhol destacou a expectativa para o início das etapas de montanha, o verdadeiro teste para os candidatos à classificação geral, na entrevista coletada pelo CyclingProNet.

“Esperamos ter duas cartas para jogar”
Após 5 dias de competição, Ayuso acredita que chegou o momento decisivo da corrida. “Já foi bastante difícil nos últimos cinco dias. Mas, é, quero dizer, agora a verdadeira luta pelo Geral começa e eu realmente espero que possamos estar lá em cima”.
“Acho que o Mattias Skjelmose também está se sentindo muito bem. Então esperamos ter duas cartas para jogar, e isso pode jogar a nosso favor.”

“Estou curioso para ver meu nível”
O espanhol explicou que as primeiras etapas serviram como uma transição após um longo período sem competir, permitindo recuperar sensações de corrida antes dos desafios mais exigentes.
“Acho que esses 5 dias foram legais para, sabe, vindo de um longo período sem competir para voltar a competir. Então foi uma boa transição, por assim dizer. Também estou curioso para ver meu nível. No treinamento, você pode estar de um jeito, mas aí tem que ver onde você está em comparação com seus rivais.”
Ayuso destacou que as montanhas serão o primeiro verdadeiro parâmetro para avaliar sua condição física diante dos adversários.
“Hoje é o primeiro dia em que realmente podemos ver onde estamos. Ainda falta muita coisa para o Tour. Acho que ainda posso melhorar muito daqui para frente, mas vai ser legal ver onde estou.”

“Não vejo que vai ter uma diferença muito, muito grande“
Ao analisar o percurso da 6ª etapa, o ciclista da Lidl-Trek acredita que o cenário será diferente daquele previsto para o restante do fim de semana.
“Acho que a etapa de hoje é um pouco complicada comparada com o que temos amanhã e depois de amanhã, que são realmente difíceis desde o começo e, sim, vão ser muito seletivos desde o início.”
Segundo ele, a disputa para formar a fuga do dia poderá ser intensa e a ausência de bonificações na chegada pode influenciar a estratégia das equipes.
“Acho que vai ser uma briga muito longa pela fuga. Vamos ver que tipo de fuga vai escapar e que time realmente vai querer tentar controlar.”
“Também acho que, não ter bonificações no final é meio diferente porque, eu não vejo que vai ter uma diferença muito, muito grande. Se você tira o bônus, talvez menos times queiram controlar e preferirão economizar para amanhã e depois, onde podem ser feitas grandes diferenças“, finalizou Juan Ayuso.