Lance Armstrong analisa o Tour de France 2026 “Tadej Pogacar é o favorito, em 2º Jonas, depois alguém da UAE Emirates”, assista o vídeo
O percurso oficial do Tour de France 2026 foi apresentado nesta quinta-feira, e confirmou mais uma vez um duro percurso, que promete emoção até o final.
Lance Armstrong e Johan Bruyneel comentaram as novidades no podcast The Move, analisando o trajeto, as montanhas e os principais favoritos, com especial atenção a Tadej Pogacar e sua busca pelo 5º título.
“A incerteza permanecerá até as etapas 18, 19 e 20”
Armstrong iniciou destacando que o traçado apresentado, proporciona que o suspense sobre o campeão seja mantido até as últimas etapas. “Embora todos saibamos que existe um grande favorito, a incerteza permanecerá até as etapas 18, 19 e 20, porque são extremamente difíceis”, afirmou o ex-campeão.
A corrida começa em Barcelona, com um contrarrelógio por equipes de 19 km que inclui duas subidas curtas. Segundo Armstrong, esse formato “dá uma vantagem a Pogacar, porque ele terá alguém da equipe que poderá subir com ele, seja Del Toro ou outro companheiro de equipe”.

“Quando você está no nível de vencer o Tour, não há percurso que possa te parar”
O ex-ciclista analisa o Tour de France de forma geral. “Sabemos o que vai acontecer: ou será muito emocionante, ou muito previsível. Se Pogacar for o mesmo cara dos últimos anos, será preciso muito ritmo, controle e mudança das táticas das outras equipes”, afirmou o texano.
“Mas se ele tiver dificuldades, a corrida pode se tornar incrivelmente emocionante”, complementa Armstrong.

A etapa final em Paris
Sobre a etapa final em Paris, com a confirmação da icônica subida à Montmartre, Armstrong observou: “Haverá três subidas a Montmartre, e a última fica a 15 km da chegada. Isso dá uma chance a alguns dos ciclistas mais fortes, não tanto aos sprinters.”
Para Armstrong, o cenário é claro: “No final, o mais forte vence”, apontando Pogacar como grande favorito, o americano reforça que o esloveno está preparado para qualquer terreno: “Não importa o percurso. Quando você está no nível de vencer o Tour de France, não há percurso que possa te parar.”

“O favorito é Pogacar, em 2º Jonas, depois alguém da UAE Emirates”
Armstrong analisou a pressão sobre Pogacar comparando-a àquela que enfrentou em seus anos de domínio. “Não há ciclista que consiga ignorar tudo o que acontece ao seu redor. Isso cobra seu preço mentalmente, mas se precisar, ele é um matador na última semana. É só uma questão de administrar a pressão e as expectativas.”
Em 2025, o esloveno mostrou sinais de desgaste na reta final, mas ainda assim conquistou seu quarto título consecutivo. Entretanto, para Armstrong, a hierarquia do pelotão está bem definida:
“O favorito é Pogacar. Em segundo, Jonas. Depois disso, aqueles que ocupam os outros lugares do pódio provavelmente estarão na equipe de Pogacar, como Del Toro ou Almeida. Para os outros ciclistas, é difícil competir no mesmo nível.”

“Acho que ainda não chegou o homem que desafiará Tadej”
Johan Bruyneel concorda com Armstrong e vê ciclistas como Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel ficando aquém e não acredita que eles consigam diminuir a diferença.
“Acho que ainda não chegou o homem que desafiará Tadej”, diz o ex-gerente da US Postal Service. “Não é Oscar Onley, não é Felix Gall, não é Florian Lipowitz.”

Caso o esloveno conquiste sua 5ª vitória no Tour de France, o belga acredita que continuará competitivo por pouco tempo. “Faltam apenas algumas coisas para ele riscar da sua lista de desejos e 2028 seria o final da linha”, diz ele.
“Ele tem mais 4 corridas para vencer. Milan-San Remo, Paris-Roubaix, a Vuelta e os Jogos Olímpicos. Depois disso, acabou. Aí ele terá vencido tudo o que havia para vencer”, finalizou Johan Bruyneel.