Lance Armstrong lança a polêmica durante comentário “já estive na posição de Tadej Pogacar e sei o que ele estava pensando”
O sempre polêmico Lance Armstrong, deixou transparecer um entusiasmo incomum após a impressionante vitória de Tadej Pogacar na 12ª etapa do Tour de France, em Hautacam, durante a apresentação do podcast “The Move”.
Normalmente, as análises mais contundentes do programa ficam por conta de seus colegas de bancada George Hincapie e Bradley Wiggins. No entanto, diante do colapso total de Jonas Vingegaard e da Visma-Lease a Bike, Armstrong não conteve sua empolgação.

A cena trouxe-lhe lembranças vívidas de sua era na US Postal, quando, como ele próprio reconhece com ironia, destruía sistematicamente seus adversários com a ajuda da EPO durante os 7 Tours que venceu, antes de ser destituído dos títulos.
“Já estive na posição de Tadej Pogacar”
Na análise pós-etapa, Armstrong foi enfático ao afirmar que sabia exatamente o que se passava na mente de Pogacar antes do ataque final. “Já estive na posição de Tadej Pogacar, onde outra equipe está controlando a corrida, e posso dizer exatamente o que ele estava pensando”.

“Primeiro: ‘Obrigado, pessoal minha equipe não precisa fazer nada’. Segundo, e mais importante: ‘Vou mostrar a esses caras quem manda’. Eu estava lá, fosse a ONCE, a Kelme ou a T-Mobile. Pessoal, eu estava pronto para atropelar vocês.”
Armstrong ainda citou nominalmente as antigas equipes espanholas ONCE e Kelme, que tentaram enfrentá-lo durante seus anos de domínio. Segundo ele, esses times buscavam dificultar sua vida nas montanhas, mas ele “derrubava” todos eles.

Visma ajudou, sem querer, a UAE Emirates-XRG
Na visão do ex-campeão, a Visma facilitou o trabalho da UAE com uma abordagem tática equivocada. Armstrong acredita que os holandeses foram agressivos demais, desgastando seus próprios homens e, de forma involuntária, preservando os gregários de Pogacar para o final.
“A Visma jogou diretamente nas mãos de Pogacar”, afirmou Armstrong, reforçando o entendimento do diretor Joxean Matxin Fernandez. Para Armstrong, a movimentação da equipe de Vingegaard serviu apenas para motivar ainda mais o esloveno, que não perdoou quando teve a oportunidade de atacar.