Líder do Tour de France projeta 2026 com mudanças “a equipe quer que eu participe mais das Clássicas”
Jasper Philipsen (Alpecin Deceuninck) encerra o ano com um balanço positivo, após 7 vitórias, incluindo o triunfo na etapa de abertura do Tour de France quando vestiu a Maillot Jaune e outras 3 vitórias na Vuelta a España.
“Acho que, ao avaliar uma temporada, não é apenas o número de vitórias que conta, houve anos em que, por exemplo, ganhei mais, mas a qualidade das vitórias foi inferior”, avaliou Philipsen ao canal italiano Tuttobiciweb.
“Pessoalmente, estou muito feliz por ter conseguido vestir tanto a Maillot Jaune no Tour, quanto a camisa vermelha na Vuelta, isso é algo especial em uma única temporada”, afirmou Philipsen.

Mudanças para 2026 “a equipe me incentiva a participar mais das Clássicas”
Para 2026, Philipsen revela que dará prioridade às Clássicas na fase inicial da temporada. O belga venceu a Milan-San Remo em 2024 e conquistou o 2º lugar na Paris-Roubaix e deve seguir a estratégia de ser gregário de luxo para Mathieu van der Poel durante as clássicas da primavera.
“A equipe está tentando me incentivar a participar mais das Clássicas, principalmente no início da temporada”, explicou Philipsen ao canal italiano Tuttobiciweb.
“Isso obviamente significa que me concentrarei menos em provas de velocidade pura, mas não é um problema. Poder lutar pela vitória em corridas como Roubaix, é algo muito gratificante e facilita o foco nesse tipo de prova.”

“Na segunda metade da temporada, porém, as coisas mudam”
Segundo o belga, o segundo semestre seguirá um rumo diferente: “Na 2ª metade da temporada, porém, as coisas mudam porque o objetivo é sempre o Tour. É uma corrida onde você precisa ter um preparo físico e uma base muito sólida para ser rápido e competitivo mesmo na 3ª semana.”

Clavícula quebrada no Tour de France
Entretanto, a temporada de Philipsen não foi livre de desafios. Ele sofreu duas fortes quedas, uma delas no Tour de France, quando fraturou a clavícula abandonando a corrida ainda na 3ª etapa. Mesmo assim, o belga se recuperou e voltou a competir em alto nível.
“Definitivamente foi um ano difícil para mim. Sofri duas quedas graves no pior momento possível, quando estava em ótima forma depois de me preparar por um longo período para alcançar objetivos importantes, e não tive muito tempo para me recuperar delas.”

Vitória na abertura da Vuelta a España
Após a recuperação, Philipsen voltou em grande estilo, vencendo a 1ª etapa da Vuelta a España em Turim. Mesmo com o sucesso nas estradas italianas, o ciclista não pretende estrear no Giro d’Italia em 2026.
“Seria ótimo participar do Giro, mas sua posição no calendário é um pouco complicada para mim, porque fica a meio caminho entre as Clássicas, que são um objetivo muito importante para a nossa equipe, e o Tour de France, que é igualmente importante para nós”, explicou.
“Veremos no futuro como encaixá-lo na minha agenda, porque mais cedo ou mais tarde quero disputar o Giro”, finalizou Jasper Philipsen.
