Maior ciclista da história admite ser superado por Tadej Pogacar “o 5º título do Tour de France será no ano que vem. E depois seis, sete…”
A consagração de Tadej Pogacar no Tour de France de 2025 não apenas consolidou sua posição como o melhor ciclista da atualidade, como também reacendeu o debate sobre o recorde histórico de vitórias na prova.
Para Eddy Merckx, lenda viva do ciclismo, o domínio do esloveno é tão avassalador que a quebra do simbólico número de 5 títulos é apenas uma questão de tempo. Em entrevista ao jornal belga HLN, Merckx foi categórico: “O cinco é para o ano que vem. E depois seis, sete…”.

“O cinco é para o ano que vem. E depois seis, sete…”
Aos 26 anos, Pogacar apresentou sua melhor versão no Tour de France, comandando com autoridade a equipe UAE Team Emirates-XRG e vencendo a corrida com ampla margem.
“Nunca houve uma batalha, não é? Foi uma vitória fácil. Tadej é o melhor, o mais completo de todos. Este Tour deixou isso bem claro”, inicia o maior ciclista da história.
O lendário belga, que divide o recorde de cinco títulos na Grand Boucle com Jacques Anquetil, Bernard Hinault e Miguel Indurain, reconhece que o cenário atual é propício para que Pogacar vá além. “Cinco é para o ano que vem”, repete, confiante. “E depois seis, sete…”, complementa Eddy Merckx.

“Seus principais rivais ainda são… seus companheiros de equipe”
A supremacia de Pogacar não se limitou ao desempenho individual. Sua equipe também foi um fator decisivo.
“A equipe era forte de novo, achei o Tim Wellens especialmente impressionante”. O belga vai além e sugere que os principais rivais de Pogacar, no momento, estão dentro de sua própria equipe: “Seus principais rivais ainda são… seus companheiros de equipe. (sorrisos)”.

“Jonas Vingegaard não estava tão forte quanto dois anos atrás”
Ao ser questionado sobre possíveis adversários à altura, Merckx foi direto: “Ninguém pode desafiá-lo”. Ele esperava mais de Jonas Vingegaard, bicampeão do Tour, mas reconhece que o dinamarquês não estava no mesmo nível de anos anteriores:
“Ele não estava tão forte quanto dois anos atrás. Talvez o próprio Pogacar também não estivesse tão forte naquela época, depois do acidente em Liège-Bastogne-Liège”.
Quanto a Remco Evenepoel, a resposta foi ainda mais contundente: “Não, nenhum outro piloto desta geração é capaz de lhe dar trabalho. Nem mesmo Evenepoel, infelizmente. Para minha grande tristeza, porque eu gostaria muito de ver as coisas de forma diferente”.

“Remco é um atleta fantástico, mas ele fica aquém nas montanhas”
Apesar das críticas em relação ao desempenho de Evenepoel nas grandes voltas, Merckx não esconde sua admiração pelo compatriota.
“Remco é um atleta fantástico, com enormes capacidades físicas. Imbatível em contrarrelógios”. No entanto, aponta uma limitação importante: “Mas ele fica um pouco aquém nas montanhas”.
Como alternativa, Merckx sugere que Evenepoel concentre seus esforços em objetivos mais realistas: “Se eu fosse ele, me concentraria pelo menos tanto nas Clássicas no futuro. Milão-San Remo, o Tour de Flandres e o Tour da Lombardia são corridas que ele definitivamente poderia vencer”.

“É apenas uma questão de tempo. Ninguém pode impedi-lo”
A trajetória de Tadej Pogacar no Tour de France parece encaminhada para a história. Com quatro títulos aos 26 anos, o esloveno já é uma figura lendária.
E para Eddy Merckx, que há décadas reina como referência máxima do ciclismo mundial, não resta dúvida: “É apenas uma questão de tempo antes que ele nos ultrapasse. Ninguém pode impedi-lo”.
