Mark Cavendish recebe fortes críticas de ex-CEO da Quick-Step “lamentável, lhe ofereci um contrato quando ninguém mais o queria”

Patrick Lefevere, ex-CEO da Soudal-Quick-Step respondeu fortemente às declarações de Mark Cavendish sobre as negociações de contrato com a equipe belga, descritas na mais recente autobiografia do britânico.

O ex-diretor da equipe belga classificou o relato do ciclista como uma demonstração de “ingratidão”, afirmando que sua versão ignora o apoio recebido durante um período difícil na carreira do ciclista britânico.

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Mark Cavendish e Patrick Lefevere

“Eu deveria ter insistido nos €750.000”

Após enfrentar um momento delicado em sua trajetória, Mark Cavendish voltou à Deceuninck-QuickStep em 2021, com um contrato de um pequeno salário para os padrões do WorldTeam.

Pouco antes do Tour de France, no qual conquistou 4 vitórias de etapa e a camisa verde, o britânico iniciou as tratativas para um novo acordo com a equipe.

Em seu livro Believe: Achieving the Impossible, Cavendish afirma que Lefevere teria “protelado” as negociações ao longo do verão e outono de 2021.

O sprinter assinou por mais um ano, com salário de €500.000, mas acreditava que merecia um valor maior. “Ele passou meses me fazendo suar frio, parecia que ele estava me sacaneando”, escreveu Cavendish.

“Toda essa saga foi francamente insultante. De alguma forma, Patrick sempre dava um jeito de se sentir o vencedor. Eu cedi primeiro e, no fim das contas, eu deveria ter insistido nos €750.000.”

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“Lhe ofereci um contrato quando ninguém mais o queria”

Em entrevista ao Het Nieuwsblad, Patrick Lefevere lamentou o conteúdo do relato. O dirigente não contestou os valores mencionados, mas enfatizou que Cavendish omitiu aspectos essenciais da história.

“Acho particularmente lamentável o que Mark escreveu em sua autobiografia”, declarou Lefevere. “Eu o resgatei de uma situação difícil e lhe ofereci um contrato quando ninguém mais o queria. Agora estamos enfrentando isso.”

O belga também refutou a ideia de que as conversas tenham sido tensas: “Mark recebeu tudo o que combinamos na época, assim como todos os ciclistas que correram pela nossa equipe”.

“Há imprecisões em sua história que não quero abordar, mas a ingratidão é claramente a recompensa do mundo.”

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Relação com a Quick-Step marcada por altos e baixos

Cavendish já havia corrido pela Quick-Step entre 2013 e 2015, período em que conquistou grandes vitórias. Seu retorno em 2021 ocorreu após ficar sem contrato e cogitar a aposentadoria.

Uma lesão de Sam Bennett abriu espaço na equipe para o Tour de France, e o britânico aproveitou a oportunidade, vencendo 4 etapas e igualando o recorde de Eddy Merckx, que viria a ser superado em 2024, com a Astana.

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Mesmo permanecendo na equipe em 2022, temporada em que venceu uma etapa do Giro d’Italia e venceu o Campeonato Britânico de Estrada, Cavendish foi preterido para o Tour em favor de Fabio Jakobsen, o que marcou o fim de sua segunda passagem pela Quick-Step.

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