Mathieu van der Poel também caiu na queda coletiva que atingiu Pogacar “acabei caindo, tenho uma lesão na mão”
A tentativa de Mathieu van der Poel (Alpecin-Premier Tech) de renovar seu título na “Classicissima” terminou de forma dolorosa e inesperada.
O holandês, que cruzou a linha de chegada em 8º lugar, revelou que a queda coletiva, a mesma que atingiu Tadej Pogacar (UAE Emirates) e Wout van Aert (Visma-Lease a Bike), pode ter comprometido sua performance antes mesmo dos momentos decisivos no Poggio.

“Uma bicicleta da Lidl-Trek me atingiu”
Embora as câmeras de transmissão não tenham captado o momento exato, o caos se instalou no pelotão antes da subida da Cipressa. Van der Poel descreveu o incidente ao canal Sporza, explicando como caiu.
“Eu vinha pelo lado direito de onde Pogacar estava e uma bicicleta da Lidl-Trek me atingiu”, relatou o ciclista. “A princípio, consegui desviar, mas outra bicicleta veio na minha direção. Não tive mais como evitar. Então, infelizmente, acabei caindo.”
Mesmo machucado, o líder da Alpecin-Premier Tech conseguiu retornar ao grupo principal com o auxílio de seus companheiros, mas o impacto deixou sequelas imediatas.
“Não me senti bem e tenho dificuldade para mover a mão esquerda”
O esforço para retornar à disputa contra Tadej Pogacar e Tom Pidcock foi difícil. “Minha equipe me ajudou bem, mas na Cipressa eu já sentia que não estava mais em boa forma”, confessou.
A gravidade da lesão foi reportada internamente durante a prova: “Eu havia comentado no rádio que minha mão estava me incomodando bastante.”
Ao fim da corrida, o cenário era de desgaste físico evidente. “Sinto que está sangrando da minha unha. Tenho bastante dificuldade para mexer a mão esquerda, mas acho e espero que não seja nada grave”, afirmou Van der Poel, completando com incerteza: “Mas não tenho ideia do que exatamente está errado”.

“No Poggio tive que impor meu próprio ritmo”
A estratégia da UAE Emirates no Poggio foi uma repetição de 2025, algo que o próprio holandês previu. “Sim, esse era o cenário que todos esperavam”, disse ele. No entanto, desta vez, o corpo não respondeu.
Quando as acelerações de Pogacar começaram, a 3 km do topo, Van der Poel não conseguiu seguir o ritmo dos ponteiros.
“Já não me sentia muito bem no momento em que nós 3 deixamos o pelotão para trás. Claro, ainda tentei de tudo e continuei pedalando pela Cipressa, mas no Poggio tive que impor meu próprio ritmo imediatamente”, concluiu Mathieu van der Poel.
