Mattias Skjelmose será gregário de Juan Ayuso no Tour de France “eu não pedi, a equipe apresentou e eu aceitei”, assista o vídeo
Durante a conferência de imprensa da Lidl-Trek, Mattias Skjelmose abriu o jogo sobre seus objetivos para 2026, com foco nas clássicas das Ardenas e o trabalho para Juan Ayuso no Tour de France.
O dinamarquês também explicou como enxerga seu lugar dentro da equipe, deixando claro que sua presença no Tour de France, será em um papel de gregário para Juan Ayuso, em uma decisão da equipe, que acabou aceita por Skjelmose.

“Vou participar do Tour, eu não pedi, a equipe apresentou e eu aceitei”
Skjelmose iniciou deixando claro que, apesar de participar noTour de France em 2026, essa não será a prioridade de sua temporada. “Eu vou participar do Tour, mas não será meu objetivo principal. Vou apoiar a equipe, então…”
Segundo ele, a mudança de foco não partiu de um pedido pessoal, mas de uma decisão da direção da equipe. “Não, eu não pedi isso, mas a equipe veio e apresentou meu calendário e disseram que eu poderia ser o líder nas Ardenas se eu participasse do Tour, e eu disse que era um bom negócio. Eu aceito.”
O dinamarquês destacou que as Ardenas continuam sendo seu território favorito “As Ardenas sempre foram minhas corridas favoritas. Mas sim, claro que vencer ajuda muito nessa ideia”.

“Me disseram que eu seria o líder absoluto nas Ardenas”
A relação com Juan Ayuso também foi pauta, especialmente sobre o que cada um fará em 2026. Skjelmose chegou a se surpreender com informações sobre a participação de Ayuso nas Ardenas. “Que eu saiba, não.” “Ele disse isso? Isso é novo para mim.” (risos)
Questionado sobre como seria dividir liderança ou trabalhar juntos novamente: “Me disseram que eu seria o líder absoluto no final, então, sim… Quer dizer, vai ser legal, vamos conversar.”

Mudança em relação ao Giro d’Italia
Em junho, Skjelmose havia dito que seria o líder total no Giro d’Italia em 2026. Agora isso mudou. “A equipe decidiu que eu não iria para o Giro. Não que eu quisesse ir, mas a equipe decidiu o contrário”.
“E, como eu disse, eu quero participar das clássicas e isso não é muito compatível com o desempenho na classificação geral do Giro d’Italia.”
Vencer Remco e Pogacar: um marco pessoal
Skjelmose também falou sobre a vitória que o colocou em definitivo no radar mundial: superar duas das maiores estrelas do ciclismo, Remco Evenepoel e Tadej Pogacar na Amstel Gold Race em 2025.
“Quer dizer, claro que é especial. Eu não esperava por isso e acho que ninguém esperava quando se começa uma corrida com os dois, mas sim, é algo que me deixa feliz e me dá muita motivação para os próximos anos.”

Apesar do impacto, ele admite não ter revisto o momento muitas vezes: “Na verdade, eu só vi a chegada, ou os últimos 10 km, uma vez. Quer dizer, eu não gosto muito de rever coisas antigas, mas aquela corrida foi especial demais para não fazer isso.”
A foto da vitória, porém, está sempre por perto: “Eu olho para a foto e penso que é a página antiga da minha mãe. Então é difícil evitar… é uma foto especial e eu gosto dela. Com certeza é um dia que eu não vou esquecer.”
Quando questionado se acredita que esse será o grande marco da carreira quando olhar para trás: “Por enquanto, com certeza, é o maior resultado da minha carreira, tanto por ser na Amtsle m si quanto pelo fato de eu ter vencido o Remco e o Pogacar.”

Popularidade na Dinamarca
Skjelmose também comentou como sua imagem mudou no país após o triunfo: “Acho que tanto a minha personalidade quanto a vitória me tornaram uma pessoa mais simpática… essa não é a palavra certa, mas popular na mídia, você tem que perguntar à mídia dinamarquesa sobre isso, mas acho que é por isso.”
“Considero esta equipe como minha família“
Rumores apontavam para uma renovação com a Lidl-Trek, mas ele negou: “Por enquanto, não estendi nada. Não.” “Este ano. Ah, até 2026. Sim.”
Apesar disso, não pensa em mudar de ares: “Não por enquanto. Quer dizer, estou feliz onde estou e já disse a eles algumas vezes que considero esta equipe como minha família e, por enquanto, não me vejo correndo em outro lugar.”

“Eu gostaria de ter sido o líder, mas entendo a decisão da equipe“
Para finalizar Skjelmose, foi perguntado novamente sobre a liderança no Tour de France e admitiu que gostaria de assumir o comando da classificação geral no Tour, mas compreende a decisão técnica.
“Eu gostaria de ter sido o líder. Mas também entendo a decisão da equipe. Então, é assim que as coisas são e não vou contestar essa decisão.”
“Eles me deram uma explicação e me fizeram um acordo e, sim, eu apoio essa decisão. Eles me apoiam, então eu os apoio”, finalizou Mattias Skjelmose.