“Me pediram dinheiro para ter Lance Armstrong, para Tadej Pogacar não” diretor do Tour de Romandie faz forte revelação
O Tour de Romandie inicia nesta terça-feira cercado por desafios fora das estradas. O diretor da prova, Richard Chassot, comentou a situação atual do evento, que atravessa uma fase delicada, após a saída do principal patrocinador.
Em entrevista ao canal belga HLN, Richard Chassot foi direto ao abordar o futuro da competição. “Ainda há orçamento para uma edição sem patrocinadores, mas nada além disso”, afirmou Richard Chassot.
Neste contexto a presença de Tadej Pogacar pode parecer animadora, especialmente sem um custo adicional, conforme afirmou o suíço revelando ainda, que o ex-ciclista Lance Armstrong teria exigido uma quantia considerável para participar da prova, que existe desde 1947.

Relação com Mauro Gianetti e chegada de Pogacar
Ex-ciclista profissional, Richard Chassot mantém uma relação próxima com Mauro Gianetti, CEO da UAE Emirates. Essa ligação teve papel importante na presença da grande estrela da equipe, Tadej Pogacar na prova.
“Eu era ciclista e conhecia o Mauro daquela época. Ele realmente aprecia o Tour de Romandie”, começou Richard Chassot. “Há 2 ou 3 anos, ele me disse que um dia o Pogi viria para a corrida, só não sabia quando seria, mas sabia que iria acontecer”, revelou Chassot.
O dirigente ainda detalhou como a confirmação aconteceu: “No ano passado, em junho, ele insinuou que poderiam mudar o programa deste ano, e isso abriria uma porta. E em dezembro, antes do anúncio, ele me ligou e confirmou”.

“Me pediram muito dinheiro por Lance Armstrong, por Pogacar não”
Apesar dessa colaboração, Richard Chassot ressaltou que nem sempre a presença de grandes estrelas acontece de forma natural. Em entrevista ao Wielerflits, ele comparou a situação atual com uma tentativa passada envolvendo Lance Armstrong.
“Não precisei pagar nada para ter Pogacar, nunca me pediram nada e não temos condições financeiras para isso. Há muito tempo, me pediram uma quantia enorme para ter Lance Armstrong, e nós recusamos”, confessou.
“Com o Pogacar foi diferente. Eles simplesmente nos disseram que ele queria vencer esta corrida e que até queriam nos ajudar com a cobertura da imprensa”, acrescentou.

“Ciclistas como ele são mais interessantes que as gerações anteriores”
“Se ele vencer, isso nos garantirá mais visibilidade e talvez os telefones comecem a tocar enquanto buscamos patrocinadores. Ciclistas como ele geram interesse; são ainda mais interessantes do que as gerações anteriores de estrelas”, complementou o suíço.
“Só soubemos da participação do Remco no último minuto”
Por fim, Richard Chassot destacou a incerteza constante que envolve a participação de grandes nomes no ciclismo.
“Vocês sabem como funciona o ciclismo. Com acidentes ou doenças, sempre temos que esperar até o último minuto para ter certeza de que os ciclistas estarão presentes. E isso vale para os dois lados. Por exemplo, no ano passado, só soubemos da participação do Remco no último minuto”, concluiu, referindo-se a Remco Evenepoel em 2025.
