“Minha velocidade era de 116 km/h, nossas bicicletas não são feitas para isso”; ciclistas revelam detalhes da grave queda no AlUla Tour

Laurenz Rex, de 26 anos ficará afastado do pelotão por um longo período, após se envolver em uma grave queda durante o AlUla Tour. O acidente também envolveu Fabien Grellier (TotalEnergies) e Davide Stella (UAE Emirates).

O ciclista da Soudal Quick-Step sofreu a queda na quinta-feira, em uma descida percorrida a uma velocidade aproximada de 100 km/h. Apesar do impacto, Rex conseguiu completar a etapa, mas exames posteriores confirmaram as fraturas de 3 vértebras, o que interrompe sua temporada.

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Furo no pneu teria causado o acidente

De acordo com ciclistas no pelotão, o incidente pode ter sido provocado por Davide Stella, que teria passado por cima de um dos tachões refletivos do asfalto.

O contato teria causado um furo no pneu, fazendo com que o ciclista perdesse o controle da bicicleta. A queda teria ocorrido a aproximadamente 100 km/h, atingindo Rex e Grellier imediatamente.

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“Meu computador marcava 106 km/h e os caras estavam mais rápido”

Fabio Jakobsen (Picnic-PostNL), que vinha logo atrás do grupo envolvido no acidente descreveu a descida como extremamente perigosa, onde qualquer erro mínimo poderia ter consequências graves.

“Eu estava freando em pulsos, acho que é preciso fazer isso nessas descidas íngremes e super rápidas, embora eu tenha tido a impressão de que alguns ciclistas não sabem disso”, disse ele ao Het Nieuwsblad.

O sprinter revelou ainda a velocidade registrada em seu GPS: “Meu computador já marcava 106 km/h. Os caras na minha frente estavam ainda mais rápidos. Estou especialmente feliz e grato por ninguém ter batido na parede de rocha ao lado, porque poderia ter sido muito pior.”

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Laurenz Rex foi o ciclista mais afetado com a queda

“Nossas bicicletas e pneus finos não são feitos para isso”

Jakobsen conhece bem os riscos de situações caóticas em alta velocidade. Em 2020, ele sofreu uma queda grave no Tour da Polônia que o deixou em coma, experiência que moldou sua abordagem mais conservadora em descidas perigosas.

“Em uma descida como essa, evito todos os riscos. Essas velocidades são insanas, honestamente, acho que nossas bicicletas e pneus finos não são feitos para isso”, alertou Jakobsen.

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Jakobsen (não aparece na imagem, pois está atrás das placas) sofreu diversas fraturas no Tour da Polônia

“Eu vi aqueles três caras caírem e isso mexe com a gente”

O companheiro de equipe de Jakobsen, Frits Biesterbos, também revelou números impressionantes registrados na mesma descida. “Vi que minha velocidade máxima era de 116 km/h. Isso é assustador”, disse ele.

Biesterbos relatou ainda o impacto emocional ao presenciar a queda dos três ciclistas: “Eu vi aqueles três caras caírem e isso mexe com a gente”.

“Naquele momento, você torce para que não seja nada muito sério. Mesmo assim, você continua. É difícil? Você simplesmente faz, porque, infelizmente, cair às vezes faz parte das corridas. Eu estava extremamente concentrado, porque um erro pode ser fatal. Nós vimos isso.”

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