Montanha onde João Almeida derrotou Vingegaard pode ficar mais difícil, organização da Vuelta estuda trecho de cascalho; assista o vídeo
A organização da Vuelta a España está analisando uma proposta que prevê a inclusão de trechos de cascalho no percurso do Alto de l’Angliru, uma das montanhas mais difíceis do ciclismo profissional.
O local foi palco de um duelo marcante na 13ª etapa da Vuelta a España 2025, quando o português João Almeida (UAE Emirates) derrotou Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike). O diretor da prova, Javier Guillén, concordou em avaliar duas alternativas de acesso aos quilômetros finais da lendária subida.
Angliru pode adicionar trechos de cascalho
Presente regularmente no percurso da Vuelta desde 1999 (vencida por José María Jiménez, da Banesto), o Angliru é conhecido como uma das montanhas mais duras do calendário profissional. Agora, a possibilidade de acrescentar estradas de terra promete tornar o desafio ainda mais complexo.
De acordo com o jornal espanhol AS, José Antonio Muñiz, ex-prefeito de Riosa e atual presidente da Associação Amigos do Angliru, apresentou a proposta a Javier Guillén durante uma cerimônia realizada nas Astúrias, no último sábado.
Muñiz sugeriu a utilização de duas estradas de terra já existentes, cada uma integrando um percurso de aproximadamente 3 km que se conectam à subida tradicional do Angliru nas proximidades de Llagos. Com essa alternativa, os ciclistas chegariam ao percurso convencional a menos de 5 km do cume.
Rampas superiores a 23%
Os quilômetros finais da montanha incluem os setores de Los Picones e Cobayos, onde as inclinações alcançam 21,5%. Na sequência, aparece a temida Cueña les Cabres, considerada o trecho mais emblemático da subida, com rampas que chegam a impressionantes 23,5%.
Javier Guillén reconheceu que o Angliru já representa um desafio extremo para os competidores, mas demonstrou abertura para estudar a possibilidade de modificar o acesso à montanha.
“Ouvimos todas as ideias”
“Ouvimos todas as ideias”, admitiu o diretor da Vuelta ao jornal AS. Guillén também concordou em enviar uma equipe técnica para inspecionar as duas estradas e verificar as condições para sua utilização em uma futura edição da Vuelta.
Segundo ele, qualquer alteração no percurso deverá contribuir para tornar a corrida mais interessante, sem acrescentar dificuldades que não sejam justificadas. Por enquanto, não existe uma previsão de quando essa abordagem alternativa poderá aparecer no percurso da Vuelta a España.