“Não gosto da abordagem de Remco Evenepoel”, Geraint Thomas analisa preparações dos principais ciclistas ao Tour de France

A decisão de Remco Evenepoel (Red Bull-BORA Hansgrohe) de não disputar nenhuma corrida preparatória antes do Tour de France chamou a atenção no pelotão internacional.

Enquanto seu colega de equipe Florian Lipowitz disputará o Tour da Eslovênia, Evenepoel só voltará a usar um número de competição no Grand Départ, em Barcelona, no dia 4 de julho, 68 dias após sua última competição.

Geraint Thomas, campeão do Tour (2018), juntamente com seu colega Luke Rowe analisou diversas abordagens ao Tour de France, demonstrando reservas à estratégia de Evenepoel, no mais recente episódio do podcast Watts Occurring.

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Geraint Thomas e Luke Rowe

“Não gosto dessa abordagem”

Para o britânico, chegar ao Tour sem competir pode não ser a melhor abordagem. Sua crítica, no entanto, não foi direcionada especificamente a Evenepoel ou à Red Bull-BORA, mas ao conceito por trás desse modelo de preparação.

“Não gosto dessa abordagem”, disse Thomas. “Sou um pouco mais da velha guarda. Você tem que ir lá e competir um pouco”, complementou o britânico.

“Não consigo imaginar apenas treinos até o Tour de France, certamente existe também um lado psicológico nisso”, aposta Geraint Thomas.

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Os ciclistas gostam da abordagem do Remco

Por outro lado, Luke Rowe mostrou maior compreensão em relação à metodologia de Evenepoel. Para ele, a preparação do belga representa uma tentativa de reduzir ao máximo os fatores imprevisíveis durante a fase de construção para o Tour.

“O que os ciclistas gostam da abordagem do Remco, ‘eu sei o que meu corpo precisa para estar pronto para o Tour, e vou para o meu ambiente controlado’”, afirmou Luke Rowe.

Ciclistas com diferentes preparações: “O Tour será uma grande incógnita”

A discussão também levou a uma reflexão sobre a mudança das preparações para o Tour de France, que antes acontecia quase que exclusivamente no Critérium du Dauphiné.

No entanto, hoje os principais candidatos à classificação geral distribuem suas preparações. Alguns escolheram o Tour de Suisse, como Tadej Pogacar e Tom Pidcock.

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Enquanto outros optam pelo Dauphiné, caso de Paul Seixas, Juan Ayuso, Isaac del Toro e Oscar Onley. Já Florian Lipowitz correrá o Tour da Eslovênia, enquanto Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel não disputarão nenhuma corrida antes do Tour.

Para Thomas, essa diversidade de programas torna mais difícil avaliar quem realmente chega em melhor forma à principal corrida do calendário.

“Você tinha uma noção real, agora você tem todas essas coisas, eles fazendo coisas completamente diferentes. Então, chegar ao Tour de France será uma grande incógnita.”

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Após a vitória no Giro d’Italia, Jonas Vingegaard só retornará às competições no Tour de France

“Paul Seixas ainda não compreende a dimensão do Tour de France”

O debate também abordou a situação de Paul Seixas, jovem promessa francesa que deverá disputar seu primeiro Tour de France cercado por grandes expectativas.

Rowe acredita que o ciclista ainda não tem plena dimensão do que representa participar da maior corrida do mundo. “Acho que ele ainda não compreende totalmente a dimensão do Tour de France”, disse Rowe.

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Paul Seixas é a grande esperança francesa no Tour de France

Thomas adotou uma postura mais cautelosa ao falar sobre a estreia do francês. Para ele, a pouca idade do atleta exige uma avaliação diferente dos resultados. “Aos 19 anos no Tour de France, não existe fracasso, estar na linha de largada já é um sucesso”, finalizou Geraint Thomas.

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