“Não terei certeza até ver Jonas Vingegaard na largada” diretor do Giro d’Italia fala sobre presença do dinamarquês no Giro 2026
O percurso do Giro d’Italia de 2026 foi apresentado e, embora não esteja entre os mais desafiadores das últimas temporadas, ele marca o último trabalho do histórico diretor Mauro Vegni, que desde 2004 está à frente da organização da competição.
O agora ex-diretor, acredita que o desenho pensado para esta edição, possa atrair duas das principais estrelas do World Tour, Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) e Remco Evenepoel (Red Bull Bora-hansgrohe em 2026) para a largada na Bulgária, em 8 de maio do próximo ano.

“Não terei certeza até ver Jonas Vingegaard na largada“
Nas últimas semanas, aumentaram os rumores de que o capitão da Visma-Lease a Bike estaria avaliando incluir o Giro em seu calendário de 2026. Questionado durante a apresentação do percurso, Mauro Vegni adotou cautela ao tratar do assunto.
“Todas essas informações e notícias estão circulando em jornais e mídias estrangeiras, mas não terei certeza até vê-lo na largada”.
“Este ano também parecia certo que Vingegaard participaria, mas no final ele não apareceu, então prefiro esperar para definir a lista de inscritos”, afirmou Vegni, lembrando os boatos do Giro 2025.

“Só lhe falta o Giro d’Italia, é uma grande oportunidade“
O italiano destacou ainda que completar os três Grand Tours é um objetivo natural para os principais nomes do pelotão.
“Acho que é uma ambição de todos os grandes ciclistas poder incluir as três Grandes Voltas em seu palmarés. Só lhe falta o Giro d’Italia, e acho que é uma grande oportunidade para ele estar neste Giro”, afirma Vegni, recordando as vitórias de Jonas Vingegaard, no Tour de 2022 e 2023 e da Vuelta em 2025.

“Criamos um Giro mais moderno, com etapas mais curtas“
A despedida de Vegni como responsável pelo traçado do Giro veio com a revelação do percurso de 2026, que promete disputas constantes ao longo das 3 semanas. Ele descreveu a proposta como “equilibrada”.
“Este ano, criamos um Giro mais moderno, com etapas mais curtas, porém exigentes, para os ciclistas da classificação geral, alternando com etapas de duração média para aqueles que buscam se consolidar na classificação geral”, explicou.

“Temos 7 etapas com chegadas em subida, 7 em sprint e um contrarrelógio“
O perfil da corrida foi pensado para equilibrar oportunidades entre escaladores, sprinters e especialistas em contrarrelógio. “Temos 7 etapas com chegadas em subida, 7 chegadas em sprint e um contrarrelógio, mas muito mais longo do que os anteriores; no geral, representa um Giro moderno.”
Ao comentar seu último trabalho antes de deixar a direção da corrida, Vegni demonstrou satisfação com o resultado final. “Estou tranquilo porque desta vez também fiz meu trabalho”.
“É minha última criação, mas haverá outras depois de mim, então estou tranquilo. É um Giro belíssimo; vamos torcer para que os ciclistas o honrem de alguma forma”, finalizou Mauro Vegni.
