Organização do Tour de France altera regra do contrarrelógio, vitória de João Almeida pode ter contribuído para mudança
O júri do Tour de France anunciou na manhã de sexta-feira (18) uma mudança significativa no regulamento do contrarrelógio de montanha da 13ª etapa. Inicialmente, o limite de tempo para completar o percurso havia sido estabelecido em 33% em relação ao tempo do vencedor.
No entanto, após manifestações de preocupação de diversas equipes, especialmente por parte de velocistas , o júri decidiu ampliar o limite para 40%.
Dois minutos a mais para completar a prova
De acordo com as estimativas, os ciclistas mais rápidos devem completar o percurso de 10,9 km entre 28 e 32 minutos.
Isso significa que, se o líder da classificação geral e camisa amarela, Tadej Pogačar, vencer a etapa com um tempo de exatamente 30 minutos, os demais competidores terão até 42 minutos para cruzar a linha de chegada dentro do novo limite. No critério original, o tempo máximo seria de apenas 40 minutos.

Vitória de João Almeida pode ter sido usado como exemplo
A decisão de estender o limite de tempo em dois minutos representa um alívio para muitos ciclistas que temiam não cumprir a meta. Como é praxe nas grandes voltas, aqueles que não terminarem dentro do tempo estipulado podem ser eliminados da corrida.
A mudança foi motivada por episódios recentes que reforçaram as preocupações das equipes. Um exemplo citado foi o contrarrelógio em subida do Tour de Suisse, até Stockhütte, com 10 km de extensão e um limite de tempo de 30% sobre o vencedor.
Naquela ocasião, João Almeida venceu a etapa, e todos os ciclistas tiveram que terminar em até 8 min 16seg depois do português. Três nomes de peso, Fabio Van den Bossche (Alpecin Deceuninck), Mikkel Bjerg (UAE Emirates) e Marco Haller (Tudor), não conseguiram cumprir esse limite e foram desclassificados.
