“Paul Seixas é o único capaz de acompanhar Tadej Pogacar, tem que ir ao Tour” colega de Seixas aposta no prodígio francês
Com a Flèche Wallonne nesta quarta-feira e a Liège-Bastogne-Liège no domingo, grande parte das atenções está voltada para Paul Seixas (Decathlon CMA CGM). O prodígio francês desponta como um dos poucos favoritos nas duas provas.
O belga Oliver Naesen, experiente companheiro de equipe de Seixas, acredita que ele pode surpreender, mesmo diante de um adversário como Tadej Pogacar na clássica de domingo, conforme destacou ao HLN Wielerpodcast.

“Ele é o único capaz de acompanhar Tadej Pogacar”
Naesen vê mais possibilidades para o jovem na corrida de quarta-feira, mas não esconde sua admiração: “Acho que Paul tem mais chances na Flèche Wallonne do que na Liège-Bastogne-Liège, mas o fato de ele já ter chances de vencer na quarta-feira, com essa idade, é impressionante”, afirmou o belga.
Ainda assim, ele reforça o potencial do companheiro: “Acho que ele é o único capaz de acompanhar Tadej Pogacar.”
Seguir o ritmo do atual Campeão Mundial normalmente significa disputar as primeiras posições. Assim, Naesen projeta um bom resultado para o francês: “Espero que ele termine no pódio, e acho que ele também espera isso”, disse, o belga ao analisar a Liège-Bastogne-Liège.

Mur de Huy “é bem íngreme e bem mais estreia do que na TV”
Antes de pensar em domingo, o foco está na Flèche Wallonne, cuja chegada na icônica Mur de Huy promete ser decisiva. No trecho final, extremamente íngreme, Seixas deverá enfrentar principalmente ciclistas franceses.
O próprio jovem analisou o percurso na véspera da corrida e reconheceu a dificuldade: “É bem íngreme e bem mais estreia do que aparece na TV”, comentou em vídeo publicado em seu Instagram.
Dúvidas sobre o futuro no calendário
Após as clássicas na Valônia, o restante da temporada de Seixas ainda é incerto, como explicou Naesen. “A decisão sobre uma possível Grande Volta ainda não foi tomada, mas se eu fosse o diretor da equipe, o enviaria para o Tour.”
A sugestão, no entanto, gera debate entre especialistas. Mesmo assim, o belga apresentou sua justificativa: “Se ele correr a Vuelta este ano e terminar em 5º, certamente não poderá ir para o Tour de France no ano que vem sem pressão. Nesse caso, qualquer resultado abaixo do 5º lugar é um fracasso para os franceses.”
Ele ainda detalhou o raciocínio: “Se o enviarmos agora e ele terminar em 12º e competir por algumas vitórias de etapa, isso seria um tremendo sucesso para a idade dele”, finalizou Oliver Naesen.