Polêmica no Giro d’Italia: UCI abre investigação sobre ciclista do WorldTour após declaração envolvendo Richard Carapaz

A União Ciclística Internacional (UCI) anunciou a abertura de uma investigação formal em resposta às declarações de Dries De Bondt (Decathlon AG2R La Mondiale), que afirmou ter ajudado Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) na 20ª etapa do Giro d’Italia 2025, motivado por uma suposta promessa de contrato futuro com a equipe americana.

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Dries De Bondt “trabalhando” para Richard Carapaz

Ajuda a Carapaz em troca de vaga na EF Education

Em entrevista ao portal holandês WielerFlits, De Bondt, de 33 anos, revelou na ocasião, que o gerente da equipe EF Education-EasyPost, Ken Vanmarcke, o abordou antes da largada da penúltima etapa do Giro com uma proposta inusitada.

“Antes da apresentação da equipe na 20ª etapa, Vanmarcke, da EF, veio até mim e disse: ‘Você tem algo planejado para hoje? Para nós, será muito difícil enviar ciclistas para a fuga”.

“Se você estiver na disputa e puder desempenhar um papel em algum lugar que seja importante para o resultado final do Giro, então algo sério pode acontecer. Foi isso que me impulsionou a fazer o que fiz por Carapaz”, concluiu o ciclista.

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O objetivo da conversa, segundo De Bondt, era claro: colaborar com Carapaz poderia abrir as portas para um contrato com a EF Education-EasyPost na temporada de 2026.

“Comentários lançam dúvidas sobre a integridade da corrida”

As declarações chegaram ao conhecimento da UCI, que iniciou uma apuração preliminar. Em nota oficial, a entidade máxima do ciclismo postou através de suas redes sociais as medidas que seriam tomadas.

“Após uma investigação preliminar, a UCI concluiu que os comentários de Dries De Bondt eram claramente de natureza a lançar dúvidas sobre a integridade da corrida”.

“De acordo com os comentários, noticiados por diversos meios de comunicação, De Bondt ajudou deliberadamente um ciclista da equipe EF Education-EasyPost após a sugestão de um dos diretores esportivos da equipe, de que isso poderia ajudar o ciclista a obter um contrato para a próxima temporada.”

“Diante disso, a UCI decidiu encaminhar o caso ao seu Comitê de Ética para análise mais aprofundada”.

Caso analisado pelo Comitê de Ética da UCI

A investigação será conduzida com base nos artigos 8.1 e 2 do Apêndice 2 do Código de Ética da UCI. Esses trechos tratam especificamente da “manipulação de eventos de ciclismo” e do “uso de informações privilegiadas”.

A entidade deixou claro que tanto Dries De Bondt quanto Ken Vanmarcke poderão enfrentar sanções, caso a conduta de ambos seja considerada irregular.

“Com base nisso, a UCI decidiu submeter o caso ao seu Comitê de Ética para uma decisão sobre os fatos e considerar possíveis sanções contra o ciclista e/ou o diretor esportivo (Ken Vanmarcke) se sua conduta for considerada uma violação do Código de Ética da UCI”, concluiu a nota.

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