Polêmica no Tour de Romandie: ciclista acusa organização de favorecer Tadej Pogacar “se querem que ele vença, é escolha deles”, assista o vídeo
Com apenas uma etapa restante para o fim do Tour de Romandie, Tadej Pogacar está muito próximo de confirmar o título, após um amplo domínio e 3 vitórias de etapas. Ainda assim, nem todos no pelotão estão satisfeitos com o desenrolar da prova.
Valentin Paret-Peintre (Soudal Quick-Step) questiona fortemente a condução da corrida. Segundo ele, as motocicletas proporcionaram vácuo a Pogacar durante as 2 etapas anteriores. “Se eles querem que Pogacar vença, é uma escolha deles”, afirmou o ciclista em entrevista ao Eurosport.

“Eu rapidamente entendi que Primoz ia atacar“
Durante a etapa deste sábado, Valentin esteve na fuga ao lado de Primoz Roglic. Segundo ele, a presença do esloveno não era inesperada.
“Não foi realmente uma surpresa estar com Primoz na frente. Ele tinha perdido tempo nos 2 últimos dias. Então sabíamos que era uma possibilidade ele ir para a frente. Para mim, era um bom companheiro de fuga”, explicou.
O francês detalhou a etapa: “Quando a Red Bull acelerou, eu rapidamente entendi que Primoz ia atacar. Então isso me ajudou bastante. Nós pedalamos muito forte. Houve um bom entrosamento e fizemos o máximo, mas não conseguimos manter a vantagem. É realmente decepcionante, mas é isso”, lamentou.

“Se a organização quer fazer o Pogacar vencer, é escolha deles“
Valentin também levantou sérias dúvidas sobre a atuação das motocicletas de apoio durante a corrida, sugerindo possível influência no resultado.
“Eu teria que assistir as imagens. Espero que as motocicletas não estivessem muito próximas atrás, porque foi o caso nos 2 últimos dias”, reclamou o francês.
Em seguida, reforçou sua crítica de forma direta: “Mas, se a organização quer fazer o Pogacar vencer, é escolha deles. Já dissemos isso várias vezes, então é isso, mas é a vida”.

“Foi realmente um dia difícil“
Apesar das dificuldades enfrentadas, o francês destacou pontos positivos em seu desempenho individual.
“Boas sensações. Foi realmente um dia difícil, especialmente a parte do meio que não favoreceu muito meu estilo na planície e eu sofri bastante. Na última subida, senti que ainda estava bem. Então, foi positivo”, concluiu Valentin Paret-Peintre.