Primoz Roglic fala antes da Clássica de San Sebastián “estou livre, não preciso provar nada a ninguém”, assista o vídeo
A confirmação da participação de Primoz Roglic (Red Bull-Bora-hansgrohe) na Clássica de San Sebastián, que acontece neste sábado, só veio na véspera da prova, nesta sexta-feira (01.08), menos de uma semana após o esloveno concluir o Tour de France.
Mesmo ainda sentindo o desgaste da Grand Tour, Roglic revelou as razões pessoais que o motivaram a competir neste sábado no País Basco.

“Estou livre, não preciso provar nada a ninguém”
“Estou cansado, mas definitivamente é sempre como eu disse, um dos principais motivos é, quero dizer, gosto das pessoas daqui, gosto da região e, sim, por que não?”, afirmou o esloveno.
“Quero tentar dar o meu melhor e veremos como será. Quer dizer, estou livre, não preciso provar nada a ninguém. Vim para cá, como eu disse, gosto das pessoas, gosto do apoio, e será divertido. Deve ser uma corrida muito difícil e veremos o que podemos fazer com a nossa equipe.”

A subida à Murgil Tontorra “não nos decepciona, mesmo que não tenha 20 km”
Apesar de não estar 100% recuperado fisicamente, Roglic acredita que o percurso será um bom teste e quando questionado sobre a última subida do percurso, a Murgil Tontorra (2 km a 9,5%, com 20% máx), o ciclista respondeu com bom humor.
“Ah, sim, quero dizer, você sabe que a última é sempre demais, mas sim, essa eu já sabia que também é tradicional na prova”.
“Quer dizer, provavelmente conheço quase todas as subidas de outras corridas aqui, há alguns anos, então é típico”.
“Não nos decepciona, mesmo que não tenha 20 km de extensão como no Mont Ventoux. Você sabe que não está perdendo muito, são algumas centenas de metros muito íngremes, então será um desafio superá-las.”

“Vi alguns caras aqui vindos do Tour de France”
Sobre os principais candidatos à vitória neste sábado, Roglic adotou um tom descontraído e incerto. “Sinceramente, nem sei quem vai começar, sabe?”, disse entre risos.
“Vi alguns caras aqui na apresentação da equipe vindos do Tour de France, com certeza eles terão o nível, terão as pernas e também todo o resto, no final, quero dizer, nossa equipe também, os caras vieram da altitude, estão todos se preparando para a Vuelta e, sim, vai ser uma loucura. Com certeza, desde o início será mais difícil”, finalizou Primoz Roglic.